domingo, 29 de maio de 2011

Voltar a Nascer...

Você acredita em reencarnação? Acredita que alguém que tenha morrido possa retornar a viver, em outro corpo?
Acha que isso tudo é somente uma grande fantasia, excelente para enredo de filmes, matéria literária para encher páginas e mais páginas de revistas?
Talvez algo sensacional para títulos de manchetes?
Pois aquela senhora de 86 anos cultivava as saudades do seu irmão há mais de seis décadas quando um casal entrou em contato com ela.
A princípio, de forma muito prudente, como a sondar seus sentimentos e depois, revelando enfim que, em sua casa, seu filho dizia ter sido irmão dela.
Anne Barron lembrava de que, no dia 3 de março de 1945, estava em sua sala de estar, fazendo a limpeza.
Estava ansiosa porque toda a família iria se reunir em sua casa para aguardar, em breves dias, o retorno do irmão.
Então, ela sentiu como se ele estivesse ali, ao lado dela. E falaram e falaram. Eram muito ligados.
A reunião nunca aconteceu porque James foi dado como desaparecido em uma missão, como piloto.
O dia em que desaparecera? 3 de março.
Agora, um menino de 5 anos estava ao telefone, para falar com ela. Ele a chamou de Annie.
Ela estremeceu. Somente seu irmão a chamava dessa forma. A conversa foi muito interessante.
O garoto tinha conhecimento de muitas coisas da família. Referia-se ao pai e à mãe de ambos como um irmão faria.
O menino se lembrava com riqueza de detalhes do alcoolismo do pai, de que uma outra irmã, de nome Ruth, tinha sido colunista social de um jornal da cidade.
A quantidade de minúcias da família sobre as quais conversavam Anne e o novo James era impressionante.
Com o tempo, quaisquer dúvidas foram eliminadas da mente de Anne. Aquele era seu irmão, que voltara a viver, em outro corpo.
Então, ela resolveu mandar para a cidade onde ele morava, um presente.
Era um quadro que a mãe deles havia pintado do filho quando ele era criança.
Quando o recebeu, a primeira pergunta do pequeno a Anne foi:
Onde está o quadro que ela pintou de você?
Anne ficou sem fôlego. Apenas ela sabia que sua mãe pintara dois retratos: seu e de seu irmão.
O retrato de Anne estava no sótão. Ninguém no mundo sabia disso, só ela.
A cada vez que com ele falava ao telefone, ela tinha mais certeza: aquele garoto era um Espírito familiar.
Quando o ouvia, ela não podia deixar de reconhecer que era o Espírito do seu irmão, morto na guerra, que voltara.
Quando se encontraram, pela primeira vez, face a face, ele a olhou atentamente.
Quieto, ele a ficou examinando com o olhar, avaliando. Algo como se estivesse tentando encontrar o rosto da irmã de 24 anos na mulher de agora 86 anos. Ela envelhecera. Ele renascera.
Não demorou muito e conversavam, de forma natural, com afetividade, identificando-se um com o outro.
* * *
A reencarnação é Lei natural e todos os Espíritos a ela se submetem, até alcançar a perfeição.
Foi isso que Jesus ensinou ao falar a Nicodemos: Em verdade, em verdade te digo: ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.

Redação do Momento Espírita, com base nos caps. 32 e 33 do livro A volta, de Bruce e Andréa Leininger com Ken Gross, ed. Bestseller.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

MENSAGEM MEDIÚNICA DE BEZERRA DE MENEZESS


Por Divaldo Franco

(13.11.2010 – Los Angeles)

"Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe

A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura....

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado.. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus...

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos ostrabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra."

sábado, 30 de abril de 2011

Desencarne do Mestre Sai Baba


Amor, amor, amor e mais amor. Todo o amor do mundo... E conforme a profecia do Mahabaratha ele veio. O avatar cumpriu sua missão com a honra dos heróis. Praticou o sumo bem, a maior caridade e grandes obras sociais em um dos países mais necessitados do mundo: a Índia. Nos orientou através de suas mensagem altruístas mostrando o caminho da unidade. Sai Baba carrega consigo a essência de tudo o que é, que foi e será... aliviando as dores do mundo e nos mostrando o caminho da ascensão. E hoje pela manhã, no domingo de Páscoa, decidiu deixou seu corpo físico causando grande consternação em todos nós que o seguimos. Claro que continuaremos nos inspirando em sua grande obra, que foi plantar uma semente de amor e esperança em nossos corações. Agora precisamos crescer . Ao menos é assim que a humanidade se sente com a partida de Baba: uma criança sem o seu pai!!! Ele veio e nos mostrou o caminho, agora precisamos ir... evolu... ir... Om Sai Ram.


Texto: Patrícia Cândido - Luz da Serra

Sobre a depressão... Repassem para ajudar as pessoas com depressão... muito importante‏

Vive a sociedade terrestre grave momento na área da saúde emocional e comportamental.

Apresentando-se em caráter pandêmico, a depressão avassala os mais variados segmentos sociais, arrastando verdadeiras multidões ao terrível distúrbio de conduta.

As grandiosas conquistas da inteligência ainda não lograram impedir a irrupção, em forma devastadora, desse transtorno que dizima incontáveis belas florações da cultura, da arte, da ciência, do pensamento, da inteligência e do sentimento.

Contam-se, por milhões, nos países superpolusos, aqueles que lhe padecem a injunção perversa. No entanto, nos redutos de pequena monta, igualmente se encontra insinuante e insensível, paralisando pessoas válidas que, de um para outro momento, são dominadas pelo terrível morbo, que lentamente as vence, empurrando-as para o desespero interior, o vazio existencial, e, não poucas vezes, para o suicídio.

Apresentando-se como decorrência de problemas fisiológicos - hereditariedade, enfermidades infectocontagiosas e suas sequelas, golpes que produzem lesões cerebrais - como também de natureza psicológica - ansiedade, medo, solidão, angústias por perdas de diversas expressões - vem recebendo o melhor contributo da ciência e da tecnologia, sendo de difícil erradicação, pela facilidade com que se apresenta em recidiva constante, quando tudo parece harmônico e saudável.

Desde o transtorno depressivo infantil ao juvenil, ao adulto e ao senil, manifesta-se, também, nas fases pré-parto, pós-parto, como igualmente psicoafetiva, sazonal, unipolar, bipolar, com as alternâncias de humor, não, poucas vezes, avançando para transtornos psicóticos mais graves com aflitivas alucinações...

Pode-se afirmar que a depressão é ocorrência que se manifesta como um distúrbio do todo orgânico e resulta de problemas do quimismo neuronal, com a falta de alguns dos neuropeptídios ou neurocomunicadores responsáveis pela alegria, o bem estar, o afeto, tais como a dopamina, a serotonina e noradrenalina...

Aprofundando-se, porém, a sonda investigadora a respeito desse cruel distúrbio comportamental da área da afetividade, a doença se exterioriza em razão do doente, que é sempre o Espírito reencarnado em processo de reequilíbrio dos delitos anteriormente praticados.

Desse modo, quase todas as terapêuticas da atualidade, contribuindo para o reajustamento das neurocomunicações, através dos medicamentos eficientes, assim como de incontáveis propostas de libertação do paciente, devem ter em vista a recomposição moral e espiritual do mesmo.

Identificada, desde priscas épocas, com denominações variadas, como melancolia, psicose maníaco-depressiva, e mais recentemente como transtorno depressivo, no ocidente foi estudada mediante os recursos da época pelo eminetente pai da Medicina, Hipócrates, sendo discutida por Galeno e muitos outros até a atualidade, permanecendo , no entanto, agressiva e dominadora, desafiando as conquistas da inteligência e do sentimento.

A depressão é doença da alma, que se sente culpada, e, não poucas vezes, carrega esse sentimento no inconsciente, em decorrência de comportamentos infelizes praticados na esteira das reencarnações, devendo, em consequência, ser tratada no cerne da sua origem.

Além de todos os fatores que a desencadeiam, ao Espíritismo coube a nobre tarefa de demostrar que também existem outras causas, as de natureza espiritual, contribuindo para o surgimento e manutenção da problemática na área da saúde, que se traduzem como transtornos obsessivos de grave incidência.

O Espírito é um viajor incansável da imensa estrada das reencarnações, avançando da treva para a luz, do instinto para a inteligência, e dessa para a razão, logo mais para a intuição, o seu comportamento esteve adstrito aos impositivos do primarismo por onde jornadeou longamente.

Nessa trajetória, em que lhe faltava o real discernimento a repeito do Bem e do Mal, ou mesmo deles tomando conhecimento, os automatismos fisiológicos e psicológicos levaram-no ao comportamento egoístico e insensível, gerando situações de profundas perturbações, porque aos outros infelicitando, agora sente-se no dever de ressarcir os erros, de retificar condutas, de resgatar os males praticados, e o sofrimento é um dos admiráveis mecanismos oferecidos pela vida para esse fim.

Porque, situando-se na mesma faixa de desenvolvimento afetivo, suas vítimas, que o não perdoaram, permanecendo na erraticidade e reencontrando-o, investem com fúria contra a sua paz, na desenfreada loucura da perseguição insana, em que também se comprometem, dando lugar aos lamentáveis processos de depressão por interferência obsessiva.

Podemos mesmo asseverar que, na maioria dos transtornos depressivos, a causa apresenta-se como de natureza espiritual, ou após desencadeada pelos fenômenos orgânicos - psicológicos ou fisiológicos - tona-se mais complexa em razão da influência perniciosa dessas personalidades desencarnadas.

Havendo constatado essa psicogênese respeitável, que facilita o diagnóstico da problemática, o Espiritismo também oferece o grande contributo terapêutico para a sua solução, tendo como base os ensinamentos de Jesus Cristo, o Médico por excelência, cuja vida é o mais belo poema de amor e sabedoria que a História conhece.

Nesse particular, o Espiritismo apresenta o seu arsenal de socorros, como, de início, o esclarecimento do paciente, a fim de que adquira a consciência de responsbilidade, dispondo-se à recuperação a esforço pessoal, sem o mecanismo passadista de transferir para outrem o que ele deve realizar.

Logo depois, o empenho para conseguir a própria transformação moral para melhor, no que irá contribuir para amainar o ódio, o ressentimento da(s) sua(s) vítima(s) de ontem que, sensibilizada(s) pela sua mudança de comportamento, resolverá(ão) por deixá-lo entregue à própria sorte... Em seguida, o hábito saudável da oração, dos bons pensamentos através de leituras edificantes, dos diálogos que enriquecem o ser interior, da fluidoterapia - passes, água fluidificada, desobsessão sem a sua presença...

O Senhor da vida não é insensível cobrador de crimes, mas Pai Generoso que sempre oferece oportunidade ao calceta, a fim de que se reabilite e seja feliz.

A saúde é, portanto, o estado ideal do espírito que se descobriu a si mesmo e se identifica com o Cosmo, nele inserido em clima de harmonia.

Joanna de Ângelis,
Mansão do Caminho, Salvador, 05 de janeiro de 2010.
Do livro "Vitória Sobre a Depressão"- XVI Volume da Série Psicológica - Editora LEAL.

Um Caso Interessante...

Na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, a televisão mostrava um jovem singular.

Portador de enfermidade degenerativa, estava no leito há mais de 13 anos, paralisado, na mesma posição.

O apresentador lhe fez a última pergunta para encerrar o programa. Pediu-lhe que, em um minuto, definisse o que é a felicidade.

O rapaz sorriu, pensou um pouco, e respondeu com simpatia: "olha, amigo, para mim, que estou há tantos anos deitado de costas nesta cama, sem outro movimento a não ser o dos lábios e dos olhos, a felicidade seria poder deitar um pouco de bruços ou então de lado."

Ambos riram e a entrevista foi encerrada.

No dia seguinte o jovem paralítico recebeu a visita de uma senhora, na casa onde estava hospedado.

Ela estava um tanto inquieta, desejava falar-lhe com certa urgência, antes que ele se fosse da cidade, pois não residia em Uberlândia.

Convidada pelos anfitriões, a senhora acercou-se da cama móvel do rapaz e disse emocionada:

Eu assisti ontem a sua entrevista na TV, e gostaria de lhe dizer que você me fez ver a vida de forma diferente.

Estava, já há algum tempo, enfrentando séria crise existencial...

Tenho uma vida que considero dentro dos padrões de normalidade. Sou saudável e tenho uma situação financeira satisfatória, mas nos últimos tempos viver não tem mais sentido.

E embora aparentemente tenha tudo para ser feliz, desejava por um fim nessa vida vazia que levo.

Mas quando vi você nessa cama, viajando pelo Brasil afora levando esperança e consolo às pessoas que sofrem, comecei a refletir com mais seriedade sobre a vida.

Afinal, pensei, eu posso dormir na posição que deseje, mover-me para o lado que quiser, andar, correr, saltar, e por esse motivo eu já deveria ser mais feliz que você, não é mesmo?

O rapaz dialogou com ela por mais alguns minutos, contou-lhe casos engraçados da sua própria desgraça e ambos riram muito.

A senhora se foi, e o jovem, carcereiro de um corpo deformado, ficou meditando a respeito de como Deus é justo e misericordioso.

De como lhe havia concedido a oportunidade de, com o seu exemplo, confortar e consolar outras pessoas que perderam a vontade de viver, e, ao mesmo tempo, iluminar a própria intimidade com resignação e coragem.

Ele sentia, nas profundezas do seu ser, que estava recebendo conforme suas obras, como afirmara Jesus, mas tinha a vontade férrea de espalhar sementes boas, apesar das dificuldades e limitações físicas.

Pense nisso!

As deformidades do corpo nem sempre denotam deformidade da alma.

Existem almas deformadas albergadas em corpos saudáveis e belos, e há espíritos saudáveis detidos em corpos deformados.

E também há espíritos destrambelhados em corpos igualmente em desalinho.

Seja qual for a situação não há o que lamentar, pois todos estamos em processos de aprendizados valiosos que não merecem ser desperdiçados nem lamentados
.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

As pessoas não se complementam, se somam
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante, e se o beijo bate...se joga...senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.
Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro,recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar.
Ou se apaixonar.
Ou se culpar.

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?

ARNALDO JABOR

LEMÚRIA VIRÁ À TONA

Bom dia amados Mestres, são 10:05h. O chamado foi tão forte, que em um momento me fez acreditar que estava recebendo um 'ataque'...

Assim, já fico à disposição de quem queira transmitir uma mensagem.

“Alexiis, sou O Chanceler da Lemuria, e já faz algum tempo que não venho falar com você, mas sei que no momento necessário você está aí.

Quero relembrar, como muito de vocês sabem, que nossa Mãe Pátria, Lemúria, vai voltar à superfície. Infelizmente, para fazer isso, muitas outras zonas, que agora estão povoadas, vão ficar sob a água. Mas, assim são os ciclos da Terra.

Nós, num determinado momento, tivemos que nos afundar, e agora vamos ressurgir. Como é do conhecimento de muitos de vocês, a nível etérico já estamos pressentindo isso, embora não a nível físico. Entretanto, isso vai acontecer dentro em pouco.

Por isso, é que agora, de todas partes estão vindo os chamados de atenção para que vocês estejam preparados para o que virá.

Não podemos negar que haverá momentos muito duros, muito fortes, mas nunca se esqueçam que as almas, que nesses eventos abandonam o plano terrestre, são almas que assim o escolheram fazer. São almas que escolheram essa forma de retirar-se, geralmente para pagar um carma longamente acumulado, que exigiria uma infinidade de vidas para solucioná-lo, e assim, oferecendo-se a este sacrifício, fazem-no de uma vez, e daí, quando chegarem, ao "outro lado do véu", como vocês o chamam, poderão decidir o que vão fazer: se vão retornar ao planeta, ou se vão seguir seu caminho evolutivo em outras partes. Isso depende de cada um, e é uma coisa que ninguém de nós obriga-lhes a fazer.

Todos vocês têm o livre-arbítrio de levar sua vida como quiserem, embora infelizmente tenham perdido a consciência dessa liberdade que possuem.

Cada alma que nasce no planeta Terra nasce com um propósito (ndr: um 'projeto' a realizar), mas, como resultado da sua entrada na terceira dimensão, um "véu" lhes obstrui as memórias do 'antes', assim diríamos. Às vezes se equivocam de caminho e tomam 'atalhos' não imaginados.

Tudo isto são coisas conhecidas por vocês, mas eu as relembro porque não tem sentido que se desesperem por coisas que estão acontecendo em certas partes do mundo. Todo mundo , de uma maneira ou outra, está sendo afetado por estes grandes eventos, pelos cataclismos. Ninguém está imune a isto, mesmo que fisicamente, nesses momentos, permaneçam em seu próprio lugar, pois, a energia que é liberada mediante estes cataclismos, é tão grande, mas tão grande, que cada ser humano se vê afetado, de uma forma ou de outra.

Mas o importante é que, quando isto os atinge, não pensem que 'estão doentes' . O que acontece é que, sim, estão realizando junto com Gaia, o grande parto para chegar à quinta dimensão.

Todos, absolutamente todos, estão envolvidos, embora muitos estejam dormindo. Há seres humanos que ainda ‘não querem saber' do que se passa, não querem tomar consciência, não querem se envolver. Para eles é mais fácil ficar de braços cruzados, e fazer-de-conta que nada está acontecendo. Eles se verão afetados, não há como evitar.


E para isso, necessitamos de vocês, os trabalhadores da luz, os faróis de luz, todos os que se comprometeram com o caminho da luz. Necessitamos da habilidade e da força de vocês para ajudar a estes humanos que vão se encontrar desorientados, sem saber onde se agarrar. É aí que vocês, com luz e amor, poderão ajudá-los para onde dirigir-se e o quê fazer.

Meus queridos irmãos humanos, irmãos lemurianos, enfim todos, absolutamente todos, enfrentem com amor e com luz o que virá, pois cada um se verá afetado, de uma forma ou de outra. Isto não é julgamento ou castigo, é o caminho que a Mãe Terra tem que tomar, para liberar-se de toda a escória acumulada durante eons de tempo.

Não se trata aqui de 'culpar' quem quer que seja. Isso já não tem sentido. O que foi feito, foi feito, e agora terá que ser limpo, e isso também diz respeito a cada um de vocês: vão para dentro de si e procurem por qualquer coisa 'entupida', alguma coisa 'mal resolvida', 'mal parada' e tragam-na para fora para poderem cuidar da sua 'limpeza'. Liberem-na e procurem envolver tudo em luz.

Vocês têm que amar a si mesmos, porque somente amando a si mesmos, são capazes de amar aos outros. Ninguém que tenha ódio em seu coração, mágoa ou rancor, pode amar ao próximo - isso não é real.

Amem-se a si mesmos para poder amar aos outros.

Mando-lhes todo meu amor, e toda minha luz. Eu Sou O Chanceler da Lemuria.

E Alexiis, alegro-me de que esteja em condições de receber mensagens fortes de novo. Necessitamos de você nas 'fileiras', portanto consiga tirar forças de onde você tem isso - tem-nas em seu passado, embora seu corpo físico esteja com problemas. Mas, como Alexiis, você é invencível.

Abençôo você. Logo nos veremos de novo.

Meu amor para todos.”

A Saúde e as Emoções

Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, porque é o que há de perfeito em ti, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo, que é a ausência de amor, é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta os rins, as glândulas suprarrenais, os ossos, a energia vital, e pode converter-se em pânico.
Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à autoafirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.
Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração, e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que creem que adoecer é fracassar. O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida.
Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.
Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando a traz em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciência.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é acender o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro: Cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo: Cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência. Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro: Ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo. E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso? O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco.
Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo.Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor.

Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.


Fonte: http://www.sintergeticabrasil.com

domingo, 17 de abril de 2011

Osterbaum‏


Árvore de Páscoa!

Entre os vários símbolos usados na Alemanha durante a Páscoa, está o Osterbaum – a Árvore da Páscoa.

As tradições da Páscoa, como as de outras festas religiosas, têm sua continuidade na Alemanha de hoje e foram levadas a outros países pelos que emigraram.

A árvore da Páscoa é montada com um galho seco, que simboliza a frieza e morte do sepulcro de Jesus Cristo.

No galho são colocadas cascas de ovos coloridas, que simbolizam a alegria da vida que significa a Ressurreição do Senhor.

O ovo significa ou simboliza que há vida dentro dele e dalí ela brota, apesar de estar escondida até o momento em que a ruptura acontece. Dentro do ovo está a vida.

A Páscoa é Vida, Ressurreição, Esperança e Alegria, apesar da Sexta-feira Santa com a crucificação de Jesus. “Eu vivo, vós também vivereis”, é a sua mensagem gloriosa.

O Osterbaum é assim apenas um símbolo, pois como cristãos celebramos e adoramos o Senhor e Salvador Jesus Cristo.

As famílias cristãs também deveriam adotar este bonito costume em seus lares, assim como já fazem com a árvore de Natal. O processo é simples:

Semanas antes da Páscoa reserve cascas de ovos que devem ter apenas um furo pequeno, pelo qual se retirou o ovo. Lave-as e deixe-as secar de cabeça (furo) para baixo.

Pinte as cascas com tinta plástica ou tinta de papel crepom. Você também pode desenhar e pintar símbolos religiosos ou motivos para as crianças.

Recorte tiras finas e também pequenos círculos de papel branco; tampe o furo colando por cima os círculos e das tiras faça alças que também serão coladas na parte superior dos ovos. Você também pode envernizar os ovos depois de pintados.

Na Sexta-feira Santa coloque em um vaso um galho totalmente seco, sem nenhuma folha, deixando-o exposto em local visível na casa e finalmente no Domingo de Páscoa, ao levantar, ornamente-o pendurando os ovos.

A árvore da Páscoa (Osterbaum) pode ser retirada a partir do segundo Domingo após a Páscoa.

A Criança Abandonada e a Mãe- Lua - Por Monika Von Koss‏

"Nestes tempos revoltos pelos quais estamos passando, é comum emergir do nosso âmago a criança abandonada, trazendo a sensação de não saber o que fazer da vida. Nossas crenças, habilidades, conhecimento, parecem não funcionar mais e ficamos sem rumo.

Para vocês que, como eu, têm se sentido assim, quero contar aqui uma das histórias de Pinkola Estés, esta maravilhosa contadora de histórias para a alma. Ela nos lembra que a luz interna não se apaga jamais. E se colapsamos sob o efeito da raiva, ocultando nossos sentimentos de desvalor, desproteção, desamparo, ela nos ensina que precisamos estar dispostas a cuidar de nós mesmas, sermos nossa própria mãe. Mas não basta esta mãe interna nos amar, é preciso que ela nos guie por meio da intuição, da consciência, do senso comum.

Eis a história, que se passa em uma vila, onde tudo andava bem, exceto por um pequeno detalhe: a vila era circundada por um pântano negro, onde sempre era escuro e que exalava um cheiro mal, pois tudo nele apodrecia.

A escuridão deste pântano fazia com que as pessoas necessitassem da luz da lua, para guiá-los à noite. Mas, nas noites em que a lua não aparecia, os charcos eram traiçoeiros. E lá viviam muitas coisas ruins, assim como coisas ruins também vivem nos cantos mais escuros da mente humana e que surgem à noite, para conduzirem os viajantes aos pesadelos, onde os afundam.

Quando a mãe-lua soube que, em pouco tempo, muitas pessoas haviam morrido, ela ficou muito entristecida, pois ela se preocupava com os humanos. Então decidiu vir à terra e ver por ela mesma o que estava acontecendo. E quando chegou a escuridão do mês, ela pisou em uma estrela cadente e aterrizou na beira do pântano, vestida com um manto preto, para que nenhuma luz pudesse escapar. E até onde ela pode ver, os charcos eram como espelhos negros, com alguns salgueiros aqui e ali. Ela sentiu o cheiro do musgo e viu, ao redor de seu manto, um brilho que a fez tremer de frio e medo, como todos nós. E envolveu-se mais ainda em seu manto.

Mas ela amava tanto os seres humanos, que começou a investigar, conduzida pela luz dourada que escapava de sua cabeça e iluminava tenuamente seus belos pés brancos. Encontrou um caminho pela grama, mas quando pensou ter chegado à terra firma, sentiu algo se mover entre seus pés. Caiu para frente e buscou apoio em um pequeno galho, para se dar conta que estes se enrolavam em seus tornozelos e braços, prendendo-a, até ela se encontrar na mais negra escuridão.

Enquanto lutava para se desvencilhar, ouviu uma voz ao longe chamando: “Me ajude, por favor!” Enquanto ouvia, o chamado chegava mais perto, até ela vislumbrar alguém tropeçando. Finalmente viu, à tênue luz das estrelas, um rosto amedrontado, com olhos assustados, e soube imediatamente que era uma pobre alma que havia se perdido, atraída pela sua luz, e sentiu muita tristeza por haver atraído a alma à sua morte. Na tentativa de avisá-la, adverti-la, ela lutou até que sua capa caiu completamente e seus cabelos imersos nas águas negras emitiram uma luz tão brilhante, como se fosse dia.

Neste momento, o viajante viu os maus recuarem para seus buracos. Mas a lua continuava sua luta para se livrar dos galhos, que a seguravam cada vez mais apertado. Feliz por estar salvo, o viajante não se deu conta desta coisa mais marvilhosa que acabava de acontecer. E a mãe-lua finalmente afundou exaurida no lodo, até seu cabelo e tudo em volta ficar novamente no escuro.

E os seres que gostavam da escuridão voltaram. Não havia mais luz à noite e muitas pessoas se perderam, deixando crianças órfãos. Então as pessoas do vilarejo decidiram descobrir o que tinha acontecido com a lua e, levando tochas, penetraram no charco. Andaram e cavaram, até encontrar um ser muito belo, com os olhos cheios de amor pela humanidade.

Liberta, a lua se ergueu até chegar ao céu, onde, na maioria das noites, viaja com sua luz, iluminando a terra. E nas poucas noites previsíveis em que ela se cobre e não brilha, os viajantes aprenderam a ficar em casa e esperar, até ela lhes mostrar novamente o caminho.

Moral da história? Em tempos revoltos, quando tudo à nossa volta parece mergulhar na escuridão, precisamos nos recolher, acender nossas tochas internas e vasculhar a escuridão que nos envolve, até encontrar e revelar a luz e a beleza. Para isto precisamos ter fé na vida, no amor e, principalmente, em nossa criança interna."