segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

INCENSO E SAL GROSSO REALMENTE FUNCIONAM?


Entenda o motivo pelo qual sal grosso e incenso são realmente eficientes para a purificação e o equilíbrio energético de pessoas, coisas e ambientes.


VERDADE OU MITO?

Na sabedoria popular, muito se fala sobre o poder dos incensos e do uso do sal grosso quando o assunto é energia dos ambientes. Mas será que esses simples elementos realmente são eficientes para harmonizar energeticamente tanto ambiente como pessoas? Ou será que estamos diante de pura crença sem fundamento científico ou funciona?

Não é de hoje que ouvimos falar o quanto esses elementos – incenso e sal grosso – são empregados em muitos casos em que o objetivo em questão é tratar a energia sutil, das coisas, pessoas ou ambientes. Também já ouvimos falar da tão comentada proteção espiritual, e que esses dois elementos, novamente são aprovados pelo conhecimento popular. Seria isso verdade ou não passa de uma superstição tola?

A minha resposta: eles funcionam! São realmente eficientes no que tange ao trabalho de equilibrar energias sutis. Obviamente que se tentarmos comprovar esses benefícios pelo viés da ciência clássica moderna qual é, sobretudo, materialista (que tem como base ou fundamento apenas os elementos materiais) aí realmente fica difícil comprovarmos. Mas a pergunta é: será que temos que ter comprovação científica de uma ciência que foi seqüestrada por uma visão meramente materialista?

Por isso, selecionei neste texto um apanhado de informações que coletei ao longo da minha vida, desde as experiências que tive como químico (minha formação acadêmica), como também terapeuta e professor de terapias holísticas. Além disso, no estudo o qual dediquei grande parte do meu tempo para construir a Fitoenergética*, também encontrei muitas vezes no meio do caminho da pesquisa, as intrigantes atuações dos incensos e sal grosso.

Mesmo defendo a ideia que o tema abaixo foi amplamente estudado para que essa definição fosse apresentada, ainda sim sugiro que você mesmo teste e encontre as suas próprias conclusões.
Vamos a eles!

SAL GROSSO:

O sal grosso, quimicamente falando é NaCl, ou seja, a união do Cl (cloro) com o Na (sódio). No átomo de cloro temos um ânion (-) ou a partícula negativa. No átomo de sódio temos o cátion (+) ou a partícula positiva. Portanto, o positivo se liga ou negativo para formar uma molécula em equilíbrio.

Vemos essa visão na espiritualidade e nas filosofias orientais como o Taoismo, por exemplo, onde o Tao, que é o todo, o inefável, a presença maior, a grande mente universal, emana para o planeta Terra o Chi. Na visão oriental temos o Chi que tem seu corresponde ocidental conhecido como magnetismo, fluído vital ou energia vital simplesmente. Ao longo da história da humanidade e em diversos povos, o Chi também recebeu nomes como quinta essência, manas, prana, entre outros.
E o que isso tem haver com as propriedades do sal grosso? Tudo...

Quando o sal entra em contato com a água, os átomos de Na(+) e Cl(-) tendem a se separar para reagir com a água (H20). Nesse processo, naturalmente encontramos também a possibilidade de partículas negativas do ambiente, pessoa ou objeto, serem atraídas magneticamente para a parte do Na+ (sódio), ao passo que partículas carregadas positivamente serão atraídas para a parte do Cl - (cloro).
Engana-se quem pensa que energia positiva em excesso é algo bom, pois o correto e harmônico é o equilíbrio, e por isso, o sal além de absorver a negatividade em excesso, também absorve a parte positiva que estiver em desequilíbrio.

Colocar um copo com água + sal grosso nos principais ambientes de uma promoverá o ajuste da energia desses locais, entretanto é bom que se saiba que este copo precisa ser trocado.

Troca-se o copo com água e sal grosso sempre que este começar apresentar formação de uma casca de sal em sua borda. Nesse momento, joga-se o conteúdo do copo em esgoto normal, lava-se bem o copo e repete-se o processo.

Mantenha os copos com água e sal grosso nos ambientes que quer harmonizar e você promoverá o efeito filtro de ambiente, o que nos ajuda muito na rotina diária, para mantermos a qualidade da energia de nossos lares.

Use preferencialmente copos de vidro transparente, sempre preenchendo com água mineral ¾ do volume, ou seja, deixe o copo com uma margem vazia.

Em um copo de 300 mL use de duas a três colheres de sal.

Você pode colocar no ambiente que desejar, entretanto se você escolher apenas os principais do local onde deseja “filtrar a energia”, você já terá um grande ganho. Deixe de lado a superstição, sal grosso com água realmente funciona, entretanto se quando você for preparar os copos em sua casa, além de sal e água você colocar uma intenção positiva, amorosa e confiante, certamente os resultados serão potencializados.

INCENSOS:

O poder do incenso é transcendental porque reúne múltiplos elementos que são muito eficientes na harmonização de um ambiente. Quando a vareta é queimada, múltiplos elementos entram em ação e atuam no ambiente, pessoa ou objeto que se deseja. Veja os principais elementos benéficos oferecidos na queima do incenso:

ELEMENTO FOGO:

Quando o incenso queima, a força do elemento fogo atua no ambiente contribuindo para a transmutação das energias desequilibradas do local. O elemento fogo tem a força de limpar as saturações atmosféricas condensadas já em níveis materiais. Sempre que os fluídos densos psíquicos já estão muito condensados, os grupos de elementais do fogo agem purificando as forças e devolvendo o reequilíbrio.

ELEMENTO AR E ÉTER:

Na queima do incenso, a fumaça liberada ao ar tem a propriedade de transitar entre a dimensão física (fumaça) e a dimensão extrafísica ( éter quinto elemento, que é o veículo pelo qual o ar transita). Essa capacidade permite que as propriedades do fogo, das resinas, óleos essenciais e ervas do incenso, atuem simultaneamente nas duas dimensões citadas, portanto trata-se de um agente de conexão, de transição ou comunicação.

ERVAS, RESINAS E ÓLEOS NATURAIS:

as propriedades específicas desses elementos usados individualmente ou combinados oferecem as forças de suas essências energéticas altamente benéficas. Além disso, quando queimadas, emanam ao ambiente a energia potencial retida em suas estruturas durante todo o processo de surgimento na natureza, desde os primeiros segundos de vida no planeta Terra, quando surgiram como sementes ou semelhantes, até o momento de uso.


A FORMA CORRETA DE UTILIZAR UM INCENSO:

-Escolha o loca do ambiente no qual deseja acender um incenso, que deve ser de boa qualidade. Evite incensos indianos que tenham mão de obra escrava envolvida

-Providencie um incensário que dê segurança ao ritual, para não permitir que partes ainda incandescente possam gerar um dano indesejável.

-Segure o incenso entre as suas duas mãos(ainda apagado). Coloque as mãos em prece na frente da testa com o incenso entre elas. Eleve seu pensamento ao alto colocando uma intenção positiva para a queima do incenso e respire fundo várias vezes. A intenção é a chave de tudo, faça com bastante concentração.

-Ascenda o incenso e agradeça as bênçãos recebidas.

-Você poderá deixar o incenso fixo em algum lugar da casa, mas poderá também mover-se no interior do ambiente, levando consigo incenso aceso liberando sua fumaça e suas propriedades balsâmicas.

-Para aplicar as energias do incenso em uma pessoa, transite com o incenso aceso a distância de meio metro dela, e deixe que suavemente a fumaça obtida toque o todo o seu corpo. De preferência solicite que a pessoa a ser incensada fique de pé com os braços bem abertos no formato de cruz. Ande ao redor da pessoa suavemente, segurando o incenso, liberando a fumaça e mantendo uma forte intenção positiva.

-Essas práticas promovem purificações muito intensas tanto em lares, ambientes e objetos quanto em pessoas, principalmente de energias mentais e emocionais desarmônicas.

-Existem muitos incensos de qualidade no Brasil, poderia citar os nomes e marcas, mas prefiro dizer aquilo que acredito muito, escolha com a sua intuição e use com a sua intenção, esse é e sempre foi o segredo do bom uso.

A AÇÃO NO CAMPO ESPIRITUAL:

Uma vez que tanto sal grosso como incenso equilibram os aspectos psíquicos e emocionais de um ambiente, naturalmente a ressonância com a mesma freqüência espiritual se estabelecerá. Em outras palavras, quando o psiquismo for equilibrado, o campo espiritual também será. É simples assim, mas depende sempre da atitude coerente de cada um de nós!

*Fitoenergética

É um sistema natural de cura, equilíbrio e elevação da consciência no qual através da energia das plantas (fitoenergia), ajuda os seres vivos no equilíbrio das emoções e pensamentos pois quando estão em desequilíbrio, são os reais causadores das doenças. É uma terapia que proporciona a elevação da consciência e do o discernimento, estimulando profundos sentimentos antiegoísmo.

A Fitoenergética atua com a concepção básica de que os vegetais possuem um campo de energia com a capacidade de gerar influência sobre a anatomia sutil dos seres vivos. Busca compreender como essa influência pode atuar positivamente no campo energético de cada ser vivo, agindo nas causas geradoras de doenças.

O livro Fitoenergética – A Energia das Plantas no Equilíbrio da Alma é um livro inédito no mundo. Sucesso editorial desde 2005, ensina as pessoas como usar esse conhecimento oculto das energias contidas nas plantas, de uma forma absolutamente eficiente.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Amor Incondicional

:: Ingrid Dalila Engel ::

A Lei é o Amor! Não existe nenhuma outra maneira de atingirmos nossa paz interna a não ser pela expressão do Amor Incondicional.

E o que significa este Amor Incondicional? É tão divino que o humano tem dificuldade até na compreensão desta expressão... é o caminhar na vida levando compaixão, compreensão, perdão, tolerância, desapego... dar valor ao que realmente tem valor, é não ficar preso a palavras, gestos, fatos, eventos, situações emocionais; é relevar com compaixão as mágoas, as injustiças, as decepções vividas no nosso cotidiano... é compreender que tudo isto é muito pequeno comparado com a grandeza da alma, com a grandeza da vida.

É caminharmos fazendo a nossa parte, amando ao próximo como a nós mesmos, entregndo a Deus, à vida, todas as situações conflitantes, dolorosas, que momentaneamente possamos estar incapacitados para darmos a melhor solução, a resposta mais adequada.

É a certeza de que tudo na Terra é ilusório, passageiro, transitório... é só uma pequena viagem.

Mantermos sempre na nossa mente, no nosso espírito, a visualização da nossa grande meta, que é o amadurecimento da nossa alma, o atingirmos a consciência maior, a lucidez da vida... e é isto, somente isto que verdadeiramente importa.

Com esta visão, com esta postura, caminhamos com leveza, com soltura, com alegria, com aceitação e tolerância... pois as emoções são ilusões, a dor é ilusão, a caminhada terrena é ilusão, o humano é ilusão... Deus é Real. O Divino é Real. A Consciência é Real. O Espiritual é Real. A Morte é ilusão do ego mas é Real, pois é a passagem para o Plano Real.

Amar incondicionalmente é amar além, apesar das ilusões, é amar sem esperar retorno, pois o retorno real é Divino, o retorno real é a simples alegria de expressarmos o amor. A verdadeira felicidade é termos a capacidade de expressar o amor.

Convido vocês a fazerem um Jogo de Faz de Conta:

- Vivenciem um dia inteiro fazendo de conta que sabem amar incondicionalmente.
- Sejam pacientes e tolerantes.
- Relevem as pequenas mágoas, os pequenos ressentimentos.
- Olhem nos olhos do outro.
- Exercitem a solidariedade, a compaixão, o companheirismo.
- Evitem a autocrítica negativa e a crítica ao outro.
- Priorizem atividades que visem ajudar o próximo.
- Se permitam ter tempo para si mesmo e para o outro.
- Façam de conta que estão perdoando a si mesmo, a tudo e a todos.
- Façam de conta que vocês se amam e se respeitam e que também amam e respeitam o outro.
- Imaginem que amam a humanidade além dos interesses do ego.
- Sorriam, sejam gentis e atenciosos.
- Expressem através da palavra e dos gestos calma, alegria, esperança e carinho.

Quem sabe poderemos descobrir - através deste jogo de faz de conta - tanto prazer, tanto contentamento, ao ponto de até decidir incorporar a expressão do amor incondicional no nosso cotidiano, na nossa atitude interna, na nossa postura, na nossa caminhada...

Brincando de faz de conta podemos até descobrir a verdade da vida, que é o Amor Incondicional.

Vamos brincar de Faz de Conta?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Nunca mais deixe o medo consumir sua energia...

Quantas vezes você já morreu por dentro ao permitir que o medo falasse mais alto em sua vida? Quantas portas você está deixando de abrir por medo de se arriscar? E as oportunidades perdidas, heim!

Enfrente todos os seus medos pois essa é a melhor maneira de vencê-los. E enfrentar significa abrir as portas, abaixar a guarda.... Significa viver, respirar... Significa se permitir, experimentar, sonhar...Significa ter de volta o desejo de ter planos e sonhos! Enfrentar os medos talvez signifique apenas ouvir a voz que vem do coração!

Até quando os seus fantasmas ficarão te impedindo de ter uma vida inteira, completa, digna?

Encare de frente a sua realidade, os seus desafios, os seus medos. Nunca mais permita que o medo de fracassar seja maior do que os seus sonhos! E quanto ao desconhecido, ao futuro, deixe-o em seu devido lugar, acalmando os pensamentos que projeta insegurança e pessimismo. Pare de sentir medo do novo, do desconhecido! Pare de sentir medo de errar! Você bem que poderia viver mais livre, né? Não dê tanto poder assim aos medos que você carrega. Você sempre será muito mais poderoso, muito mais forte do que qualquer coisa, viu?

O medo tem o poder de inferiorizar as pessoas. O medo é como um veneno que paralisa, bloqueia, desgasta, cansa e pode impedir você de buscar os seus sonhos. Nunca mais se sinta inferiorizado, tá? Nunca mais deixe o medo consumir sua energia, seu tempo, sua esperança, sua vida! E se o medo é um "bicho papão", lembre-se que quem tem medo de "bicho papão" são os pequeninos, as crianças. Exatamente por serem crianças e por terem vivido muito pouco. Mas você não é mais criança! Pare de ser derrotado antes mesmo do início da luta, ok?

E se o medo contagia e se multiplica, então você já sabe que tem uma missão de ajudar aqueles que estão colocando tudo a perder por causa dos seus fantasmas, dos medos, por causa do imaginário.

Faça tudo para ser feliz! Faça tudo por você! E tudo com emoção! Sem medos!

Bom Dia! Bom Divertimento! Conte sempre com o Amor de Deus por você, tá?

"De agora em diante, não permita mais que qualquer medo prejudique a sua vida, deixando de fazer as coisas como precisam serem feitas"

Luis Carlos Mazzini

domingo, 11 de dezembro de 2011

Reiki

PEQUENAS ETAPAS ORDENADAS QUE NOS AJUDAM A PERDOAR

Primeiro passo
O primeiro passo é querer perdoar. Às vezes pensamos que queremos
perdoar, mas não percebemos que estamos nos alimentando das energias
de ressentimento que mantém vivo o que deve ser perdoado e esquecido.
Assim, é preciso disposição para nos defrontarmos com esses aspectos
escondidos dentro de nós mesmos.
Podemos repetir, em oração, algumas vezes:
Estou disposto a ver o que, em mim, necessita de cura.
Segundo passo
Identificar o foco do perdão, o que e quem vamos perdoar.
Depois de reconhecido o foco do perdão, buscar como tudo começou,
com calma e em paz, como e se estivéssemos assistindo a um filme.
Podemos repetir, em oração, algumas vezes:
Com amor reconheço o que deve ser perdoado.
Terceiro passo
Este talvez seja o passo fundamental para prosseguirmos com o trabalho
do perdão; trata-se aqui, de reconhecer o funcionamento da mente e do
emocional diante desse nódulo de sofrimento que precisa ser curado.
Para tanto, vamos refletir:
- ter como premissa não julgar – nem a si mesmo nem aos outros envolvidos
na situação, pois cada um acreditava estar fazendo o mais correto.
- tentar reconhecer aquilo que não é real e que pode ser apenas uma
suposição elaborada pela mente e que, no entanto, envenena o coração.
- aceitar que os mal-entendidos existem para serem clareados. Aquilo que
não é aclarado tende a piorar.
- considerar a situação vivida como um aprendizado para todos: somos todos
alunos passando por uma prova. Este é um treinamento constante.
Podemos repetir, em oração, algumas vezes:
Com a sabedoria do coração, vejo com compreensão os erros cometidos.
Quarto passo
Perceber que um grande entrave para o perdão é a dificuldade em aceitar o
que é diferente de nós. Olhando para a situação que precisa ser perdoada,
sempre nos deparamos com essa não aceitação. Se nos consideramos
verdadeiros seres espirituais, uma das virtudes a desenvolver é a tolerância
para com o que não gostamos, com o que não concordamos, com o que não
aceitamos.
Tolerar é acolher que os fatos são como são, independentemente de nossos
desejos e padrões. Isto nos liberta de expectativas e possibilita a paz.
Podemos repetir, em oração, algumas vezes:
Aprendo a tolerar meus erros e os dos meus irmãos, e a paz me preenche.
Quinto passo
Este quinto passo nos remete à essência do que precisa ser perdoado. Precisamos
olhar de frente para nós mesmos e ver o que sucedeu: o fato aconteceu;
não o aceitamos; não o compreendemos; não perdoamos; vivemos a dor.
Se olharmos mais profundamente, veremos que nosso orgulho foi ferido pois
a dor que sentimos se traduz assim: “Como isto foi acontecer comigo?”
A cura para essa ferida é a aceitação de que o orgulho existe e é o que nos
limita e impede de sair da situação.
Podemos repetir, em oração, algumas vezes:
Com humildade, reconheço em mim o orgulho.
Sexto passo
Aqui, trata-se de equilibrar o erro. Propor-se a uma ação, interna ou externa,
que seja a expressão do perdão. Isto deve ser feito com a consciência
sincera de nossa mente, de nossos sentimentos, todo o nosso ser tem que
estar empenhado nesse processo.
Quando o ato do perdão é realizado verdadeiramente, ocorre uma grande
liberação: um nó se desata, uma energia negativa se desprende. Equilibrar
o erro traz a dissolução das amarras e das dores.
Podemos repetir, em oração, algumas vezes:
Com gratidão perdôo e sou perdoado.
Sétimo passo
Aqui a situação que necessita de perdão fica totalmente resolvida. Ocorre
uma reabilitação, porque por muito tempo ficamos vivendo os mesmos
pensamentos, os mesmos sentimentos, a mesma incompreensão.
A reabilitação é realmente iniciar uma nova vida, um novo relacionamento
com aquela situação, pois o passado deixa de existir. Pelas leis de Deus, todos
têm direito à reabilitação.
Podemos repetir, em oração, algumas vezes:
Libertação, Libertação, Libertação.
Estes sete passos podem ser de ajuda para vivermos essa grande expressão
do Amor que é o perdão. Como vimos, com disposição e firmeza, podemos ter
acesso a sublimes energias de cura e libertação, como a energia do perdão.

Espiritualidade X Religião

A religião não é apenas uma, são centenas.
A espiritualidade é apenas uma.
A religião é para os que dormem.
A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer e querem ser guiados.
A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.
A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.
A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.
A espiritualidade lhe dá Paz Interior.
A religião fala de pecado e de culpa.
A espiritualidade lhe diz: "aprenda com o erro"..

A religião reprime tudo, te faz falso.
A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!
A religião não é Deus.
A espiritualidade é Tudo e, portanto é Deus.

A religião inventa.
A espiritualidade descobre.
A religião não indaga nem questiona.
A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.
A espiritualidade é Divina, sem regras.
A religião é causa de divisões.
A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.
A espiritualidade você tem que buscá-la.
A religião segue os preceitos de um livro sagrado.
A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.
A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.
A religião faz viver no pensamento.
A espiritualidade faz Viver na Consciência..

A religião se ocupa com fazer.
A espiritualidade se ocupa com Ser.
A religião alimenta o ego.
A espiritualidade nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.
A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.
A religião é adoração.
A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.
A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.
A religião vive no passado e no futuro.
A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.
A espiritualidade liberta nossa Consciência.
A religião crê na vida eterna.
A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.
A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida.

domingo, 20 de novembro de 2011

Amor Radical ou emoções baratas?

» por Pedro Kupfer
Radha & Krishna
Hoje em dia, está na moda ficar. Pessoas ficam. Por exemplo, ouvimos dizer que Fulano ficou com Sicrana. Demorei um pouco para entender o que era esse tal de ficar. Ainda bem que tenho um dicionário em casa: aprendi que ficar é “manter com (alguém) convívio de algumas horas, sem compromisso de estabilidade ou fidelidade amorosa”. Traduzindo: ficar é viver um relacionamento amoroso avulso. Emoções baratas (cheap thrills), diria Janis Joplin.

Devo estar ficando velho (na outra acepção do termo): não consigo compreender o sentido dessa perda de tempo e energia, desse desgaste e dessa irresponsabilidade em relação aos sentimentos do outro. Para mim, pelo que entendo da visão do Yoga sobre a vida, o amor envolve um grau tão alto de compromisso nos relacionamentos, que aventuras desse tipo ficam imediatamente descartadas.

O yogi, acredito, não quer perder tempo, nem dispersar sua energia, nem ferir os sentimentos de outrem. O yogi de verdade está no processo de libertação (moksha), e busca a mesma inspiração no estudo da filosofia, na prática e nos relacionamentos amorosos. Ele não está atrás dessas emoções baratas, mas do Amor Radical.

Há muita controvérsia em torno da definição do amor. Quando dois humanos tentam descrever esse sentimento, suas definições são quase sempre diferentes. Isso, em caso de chegarmos no consenso de que o amor é de fato um sentimento, coisa bastante questionável, como veremos nesta reflexão.


Amor = sofrimento?


Todos sofremos de amor: seja pela ausência, por medo dele, ou por medo de que ele nos falte. Por que isso acontece? Por que sofremos tanto com algo que deveria nos trazer felicidade? Quando morre alguém que amamos, sofremos. Quando alguém que amamos nos é indiferente, sofremos. Quando morre o amor que nutrimos por alguém, sofremos também. Esse sofrimento é universal, e parece estar baseado numa compreensão equivocada do que seja o amor.

Quando estamos carentes, vemos o amor pelo outro como uma tábua de salvação, uma espécie de transferência da responsabilidade pela nossa própria felicidade para o objeto de amor. Isso significa que, distraidamente, delegamos ao outro a tarefa de nos fazer felizes. Coitado do outro! Ele nem imagina onde está se metendo, nem suspeita qual é o tamanho da missão que, sem aviso, nós delegamos a essa pessoa.

Acredito que isso aconteça porque não compreendemos a natureza do amor. Não sabemos nada sobre ele, que não estejacondicionado pela emocionalização da nossa ignorância e pelos nossos condicionamentos culturais. Não conseguimos pensar além dos valores que a sociedade nos impõe, e essa limitação torna-se uma fonte inesgotável de sofrimento.

O amor é transformado num sentimento por conta da nossa interpretação pessoal, tingida por condicionamentos e lembranças, valores sociais, e a imagem distorcida que temos de nós mesmos. Como projetamos nosso passado no presente o tempo todo, o amor parece evaporar-se depois de pouco tempo. Consequentemente sofremos, ficando à mercê da próxima queda no abismo da montanha russa emocional.


O Amor nos tempos do Veda


Rama e SitaComo admirador da cultura dos Vedas, faz muito sentido para mim o que a Brihadaranyaka Upanishad diz à respeito do amor, e que resolve a equação amor/sofrimento. Esse ensinamento pode nos parecer, ao primeiro olhar, radical e desconcertante.

Numa passagem desse texto, cujo título poderia ser traduzido mais ou menos livremente como “A Grande Floresta do Conhecimento”, o sábio Yajñavalkya está prestes a renunciar ao mundo. Isso inclui as riquezas, a própria família e, obviamente, o amor que ele tem por ela.

Ele chama Maitreyi, sua esposa, e lhe diz que está indo embora para morar na floresta, para levar uma vida decontemplação, dedicada ao autoconhecimento. Também lhe diz que irá deixar todas suas riquezas com ela e sua segunda esposa, Katyayani.

Maitreyi pergunta se essas riquezas poderão dar para ela aquilo que ele está buscando na vida de contemplação. Ele responde com estas palavras: “Não, sua vida seria apenas igual à daqueles que têm riquezas. No entanto,não há a mínima chance da imortalidade ser obtida através da abundância.”

Então Maitreyi disse: “O que deveria eu fazer então, com aquilo que não me torna imortal? Ensine-me, venerável senhor, sobre Aquele que você conhece como o único meio de se alcançar a imortalidade.

Depois, lhe dá uma definição de amor que pode parecer-nos perturbadora ou “egoísta”, respondendo com estas palavras: “Minha querida, você já era minha amada antes, e agora menciona o assunto que me é mais caro. Venha e sente-se: irei lhe explicar. Enquanto lhe explico, medite sobre o que lhe digo:

“Em verdade, não é pelo amor ao esposo, minha querida, que o esposo é amado: ele é amado pelo amor ao Ser que, em sua natureza real, é uno com o Ser Ilimitado. Em verdade, não é pelo amor à esposa, minha querida, que a esposa é amada: ela é amada pelo amor ao Ser. Em verdade, não é pelo amor aos filhos, minha querida, que os filhos são amados: eles são amados pelo amor ao Ser.”

Isso significa que, quando amamos uma pessoa, não estamos amando ela pelo que ela é, mas pelo que ela evoca em nós: a pessoa simples, pacífica e plena que essencialmente somos. Isso, contrariamente ao que possa parecer, não é egoísmo. Deixando de ver o amor como uma emoção, posso cultivar o desapego em relação aos meus próprios sentimentos. Assim, poderei me livrar do sofrimento que inevitavelmente advém quando estou identificado com eles. Dessa maneira, poderei igualmente aliviar o outro da responsabilidade de me fazer feliz. Isso seria exatamente o oposto do egoísmo.


O Amor não é uma emoção


Prana Yoga Journal nº 11, de novembro de 2007Assim, o amor não seria uma emoção ou uma sensação. Uma emoção é uma reação orgânica a um pensamento, acompanhada por mudanças na respiração e na pressão sanguínea. Amor é um estado de paz, advindo do conhecimento de si mesmo como alguém completo, simples,feliz e satisfeito. Por esse motivo, não devemos confundir paixão ou volúpia com amor de raiz. Se, em presença do ser amado, fico em estado de plenitude, satisfeito e em paz, isso acontece porque a pessoa que amo desperta em mim o amor pelo Ser que eu sou.

Dharma, literalmente, significa “aquilo que mantém unido” e é uma palavra que se traduz como harmonia intrínseca, ordem, lei natural. Amor é igualmente um estado de coesão intrínseca, uma força protetiva que envolve grupos de pessoas, famílias ou amantes. Nesse sentido, podemos dizer que amor é dharma. A conexão entre amor e dharma, então, torna-se óbvia. Se o dharma é a cola que mantêm unidas as pessoas, isso não pode ser diferente do amor. Amor pelo Ser, então, é Amor Radical.

Nós não precisamos abandonar nossas vidas e ir para a floresta, como faz o sábio daUpanishad, para reconhecer o amor dessa forma, cultivá-lo desapegadamente e viver uma vida mais plena e feliz. Basta apenas reconhecer a plenitude em nós mesmos, e olhar com responsabilidade para aqueles que amamos, sendo compassivos e não-violentos em relação ao mundo. Namaste! __/\__

Uma “nova” ética para os relacionamentos amorosos

Khajuraho
» por Rosana Biondillo

Por ter, como todos vocês que me lêem agora, passado por algumas amargas experiênciasno setor dos relacionamentos amorosos, comecei a prestar mais atenção à minha volta, procurando entender pelo menos um pouco do que andou me acontecendo.

Não sei se entendi, mas minhas observações estão se transformando numa pesquisa informal: observo as atitudes de pessoas que eu conheço, que são somadas aos comentários que ouço e aos desabafos que escuto. E, pasmem, depois de um tempo fazendo isso, passei alguns meses me sentindo quase um lixo de mulher.

Querem saber por quê?

Porque eu “descobri” uma coisa que já anda acontecendo há séculos, mas que nunca antes me chamou tanto a atenção:


As pessoas fazem sexo primeiro pra descobrir se se gostam como pessoas depois!


Primeiro se transa, depois se vê se se admira.

Primeiro se transa, depois se vê se se respeita.

Primeiro se transa, depois se vê se se importa.

Esse comportamento antes era tido como masculino, porque os homens, mais do que as mulheres, costumavam agir assim. Homens traíam mais e selecionavam menos suas parceiras. Sem querer ser machista ou preconceituosa, essa era a idéia geral. Hoje, não mais.

Hoje, de acordo com algumas estatísticas mais recentes e pelos meus estudos informais, as mulheres traem quase na mesma proporção e já selecionam bem menos seus parceiros. A ponto de eu ter chegado a ouvir, de uma garota de apenas 18 anos, a seguinte constatação:

- É bom eu ficar com esse mesmo (leia-se: namorado), porque tá difícil de encontrar homem.

Embora chulas, essas foram as exatas palavras que escutei. E, considerando-se que estamos no século XXI, é tudo muito triste, não é?

Assim como já me foi triste ter que ouvir que eu sou muito sensível e que me importo muito em fazer a coisa certa. A sugestão que eu mais ouvi e ouço até hoje é:


Deixa rolar pra ver no que vai dar!


Confesso que passei uns tempos bem desanimada, até desapontada comigo mesma, simplesmente por não conseguir ser assim. Até que comecei a realizar que, apesar de tudo isso, essas mesmas pessoas, homens e mulheres, não estavam assim tão felizes. Pelo menos, nem um terço do que esperavam ser.

Descobri, também, que eles não conseguem ser tão espontâneos quanto gostariam, e que passam boa parte do tempo em elucubrações estratégicas para fazer o relacionamento racionalmente “valer a pena”.

Mas foi aí também que eu percebi uma coisa fantástica, que mudou meu olhar e me trouxe uma certeza reconfortante: é essencial poder ser diferente, embora não seja nada fácil.

Acabei, a duras penas, descobrindo que eu adoro poder ser mulher e ser feminina, que eu não gosto de medir forças quando me interesso sinceramente por um homem, e que eu admiro demais as pessoas que conseguem ficar sozinhas sem ser solitárias, quenão sucumbem a qualquer apelo pra ter alguém do lado.

Descobri que repugno essa safra de mulheres-profissionais e de homens-sazonais.

Descobri que a maioria é, quase sempre, burra (não estou falando de QI, mas de consciência) e que existem coisas que não se faz, mesmo que muuuuuuuuuita gente esteja fazendo1.

Descobri que a maior ética para qualquer relacionamento, especialmente aqui o homem-mulher, é tão antiga e tão suprema:


Não faça ao outro aquilo que você não gostaria que fizessem a você.


Não traia, a não ser que você ache o máximo ser traído/a; não brinque com os sentimentos de ninguém, a não ser que você receba de bom grado esse mesmo tipo de tratamento; não mantenha uma relação apenas por não ter ninguém melhor no momento ou por conveniência, ou apenas porque você não suporta nem a idéia de ficar sozinho/a.

O tempo é precioso demais pra não levar a lugar nenhum. Em resumo: não enrole!!!

Posso continuar escrevendo por horas a fio, mas acho que já deu pra entender.

Evoluir como seres humanos é tarefa árdua para homens e mulheres, sem distinção, pois em essência, somos todos um. Como dizia o filósofo Santo Agostinho: na essência a unidade, na aparência a liberdade. E como também dizia Krishnamurti: a liberdade não é uma reação – é um sentimento.

Em pleno século XXI, quando o assunto são os relacionamentos amorosos, a grande liberdade é saber se comprometer consigo mesmo: sem egocentrismos, sem possessividades, sem dependências, oferecendo apenas o seu melhor e fazendo despertar no outro o que ele tem de melhor