sábado, 3 de março de 2012

Solidão e Solitude

Na solitude estamos constantemente encantados conosco mesmos.
Ela é abençoada, um profundo preenchimento, que nos mantém centrados e enraizados. Ela é independente. Todos são um fim em si mesmos. Ninguém existe para ser usado. Quem está no pico da solitude só se atrai por quem também esteja só. Dois solitários olham um para o outro, mas dois que conheceram a solitude olham para algo mais elevado. Se estão felizes consigo mesmos, tornam-se companheiros.
As palavras felicidade e acontecimento têm a mesma raiz em inglês
Porque a felicidade simplesmente acontece. Para ser feliz é preciso deixar acontecer. O caminho do amor deve ser tomado com tremenda consciência e o da consciência, com tremendo amor. Depois de cada experiência profunda nos sentimos sós e tristes: seja um grande amor ou uma meditação. Por isso muitos evitam experiências profundas. A solitude é bela e livre. É um momento em que o outro não é necessário. Após essa liberdade o amor é possível. O amor traz solitude e a solitude traz amor. Já a solidão não cria amor; apenas necessidade.
Ela pode matar. Dois solitários não conseguem se relacionar porque isso não ocorre a partir da necessidade.
Solitude é uma flor desabrochando, é positiva, saudável.
Só o amor dá a coragem de sermos sós. Só assim acumulamos energia até transbordar e transformar-se em amor. Sós, acumulamos amor, celebração, dança, energia, prazer, vida. Só o excesso de energia possibilita o orgasmo, que não é um alívio, mas celebração. Quando os amantes se afastam, readquirem sua solitude, beleza e alegria.
A alegria traz a necessidade de compartilhar.
A paixão é muito pequena diante da compaixão.
Solitude é mover-se para dentro e amor é mover-se para fora.
Ambos os movimentos são enriquecedores.

Amor Verdadeiro

Quando há dependência não há maturidade nem amor, há necessidade.
Usa-se o outro, o que é desamoroso. Ninguém gosta de ser dependente, porque a dependência mata a liberdade. Os homens sempre querem mulheres que sejam "menos" do que eles. A maturidade vem com o amor e acaba com a necessidade. Amor é luxo, abundância. É ter tantas canções no coração, que é preciso cantá-las, não importando se há quem ouça. Quando somos autênticos, temos a aura do amor. Quando não, pedimos amor aos outros.
Quem se apaixona não tem amor e, assim, não pode dar.
Quem é maduro não cai de amor, mas se eleva nele.
Duas pessoas maduras que se amam, ajudam-se a se tornarem mais livres. Liberdade, moksha, é um valor mais elevado que o amor.
Por isso é que o amor não vale a pena se a destruir.

Ciúme

Quando há atração sexual e o ciúme entra é porque não há amor.
Há medo, porque o sexo é uma exploração. O medo se torna ciúme.
Não se pode amar alguém não-livre, pois o amor só existe se dado livremente, quando não é exigido, forçado e tomado.
Quanto mais controlamos, mais "matamos" o outro. As causas do ciúme estão dentro de nós; fora estão só as desculpas.
O amor não pode ser ciumento.
Ele é sempre confiante.
Confiança não pode ser forçada. Se ela existir, segue-se por ela.
Senão, é melhor separar, para evitar danos e destruição e poder amar outra pessoa. Quando amamos alguém, confiamos que não quererá outro.
Se quiser, não há amor e nada pode ser feito.
Só através do outro tornamo-nos conscientes de nosso próprio ser.
Só num profundo relacionar-se; o amor de alguém ressoa e mostra sua profundidade: assim nos descobrimos.
Outra forma de autodescoberta, sem o outro, é a meditação.
Só há dois caminhos para chegar ao divino: meditação e amor.

Meditação é uma Qualidade do Ser

Este é o segredo: desautomatize-se. Se nós pudermos desautomatizar nossas atividades, então, a vida toda se torna uma meditação. Então, qualquer coisa pequena – tomar um banho, comer sua refeição, falar com seu amigo – se torna meditação.

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Meditação é uma qualidade; ela pode ser levada a qualquer coisa. Ela não é um ato específico. As pessoas pensam assim, acham que a meditação é um ato específico – quando você se senta olhando para o oriente, você repete certos mantras, queima um incenso, faz isso e aquilo num momento especial, de um modo especial, com gestos especiais. Meditação não tem nada a ver com todas essas coisas. Estas são todas a maneiras para automatizar a meditação e a meditação é contra a automatização.

Desse modo, se você puder manter-se alerta, qualquer atividade é meditação: qualquer movimento o ajudará imensamente.

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Daremos abaixo as instruções para as duas técnicas de meditação mais básicas do Osho - Dinâmica e Kundalini.

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Contate conosco para aprender e praticar essas técnicas e para saber como conseguir os cd's para a prática dessas e de outras meditações do Osho.

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Instruções para a Meditação Osho Dinâmica.

Primeiro estágio: 10 minutos.

Respire rapidamente para dentro e para fora através do nariz, de maneira intensa e caótica. Comece com uma respiração. A respiração deve entrar profundamente nos pulmões. Seja tão rápido quanto possa na sua respiração. Faça isso tão totalmente quanto lhe seja possível; sem contrair o corpo, assegure-se de que o pescoço e os ombros permanecem relaxados. Continue sem parar até que você, literalmente, se torne a respiração, permitindo que a respiração seja caótica. Movendo os braços e seu corpo de um jeito natural, ajudará sua energia a subir . Sinta sua energia se desenvolvendo; não pare durante o primeiro estágio e jamais diminua o ritmo.

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Segundo estágio: 10 minutos.

Seja o seu corpo. Dê, ao seu corpo, liberdade para expressar o que quer que seja... EXPLODA!... Deixe o seu corpo tomar conta. Deixe sair tudo que precisa ser jogado fora. Fique totalmente louco... Cante, grite, ria, berre, chore, pule, balance, dance, chute e solte-se. Não retenha nada, mantenha todo o seu corpo se movendo. Um pouco de representação muitas vezes ajuda a dar a partida. Nunca permita que sua mente interfira com o que está acontecendo. Lembre-se de ser total com o seu corpo.

Terceiro estágio: 10 minutos.

Deixando os seus ombros e os seu pescoço relaxados, levante ambos os braços tão alto quanto possa, sem trancar os cotovelos. Com os braços levantados, pule gritando o mantra Hoo!...Hoo!...Hoo!... (pronuncia-se Ru) tão profundamente quanto possível, vindo do fundo de sua barriga. A cada vez que você tocar o chão com a planta dos pés (assegurando-se de que os calcanhares estão tocando o chão), deixe o som martelar profundamente dentro do centro sexual. Dê tudo que você tenha, exaura-se completamente.

Quarto estágio: 15 minutos.

PARE! Congele-se onde você estiver, em qualquer posição que você se encontre. Não ajeite o corpo de maneira nenhuma. Uma tosse, um movimento, qualquer coisa dissipará o fluxo da energia e o esforço estará perfeito. Seja uma testemunha de tudo o que esteja acontecendo a você.

Quinto estágio: 15 minutos.

Celebre!... com música e dança, expresse o que quer que se faça presente. Carregue sua vitalidade com você durante o dia inteiro.

Meditação Osho Kundalini

Esta é a irmã mais amada da Meditação Dinâmica. Ela consiste de quatro estágios de 15 minutos cada um.

Primeiro estágio: 15 minutos.

Solte-se e deixe seu corpo todo chocalhar, sentindo as energias subirem a partir de seus pés. Solte todas as parte do corpo e torne-se o chocalhar. Seus olhos podem estar abertos ou fechados.

Segundo estágio: 15 minutos.

Dance... do jeito que você sentir, e deixe o corpo todo se mover como ele desejar.

Terceiro estágio: 15 minutos.

Feche os olhos e fique imóvel, sentado ou de pé...testemunhando o que quer que esteja acontecendo por dentro e por fora.

Quarto estágio: 15 minutos

Mantendo os olhos fechados, deite-se e fique imóvel.

Permita o chocalhar, não o faça. Fique de pé silenciosamente, sinta-o chegar e, quando o seu corpo começar a tremer um pouco, coopere, mas não o faça tremer. Divirta-se com o tremor, sinta-se abençoado por ele, permita-o, receba-o, dê-lhe as boas-vindas, mas não o deseje.

Se você força-lo, ele se tornará um exercício físico corporal. Então o chocalhar estará presente, mas apenas na superfície, ele não o penetrará. Interiormente, você permanecerá sólido, como uma pedra, como uma rocha; você permanecerá sendo o manipulador, o fazedor, e o corpo estará simplesmente seguindo. O corpo não é a questão – você é a questão.

Quando eu digo ‘chocalhe’, eu me refiro à sua solidez; seu ser petrificado deve chocalhar até as próprias bases, para que ele se torne líquido, fluido, se dissolva, flua. E, quando o seu ser petrificado se tornar líquido, seu corpo seguirá. Então, não haverá ninguém chocalhando, somente o chocalhar. Então, ninguém está fazendo aquilo, aquilo está simplesmente acontecendo. Então, o fazedor não está presente.

(Osho)

Técnicas Passivas

Numa situação onde você não pode fazer as técnicas ativas, apresentamos aqui dois métodos passivos simples, porém efetivos.

1. Observar a Respiração

Observar a respiração é um método que pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer tempo, mesmo que você só tenha alguns minutos disponíveis. Você pode simplesmente observar o subir e descer de seu peito ou barriga quando a respiração entra e sai, ou tente esta versão...

Passo 1: Observe a Inalação

Feche seus olhos e comece observando sua respiração. Primeiro, a inalação, de onde ela entra pelas suas narinas, direto para seus pulmões.

Passo 2: Observe o Intervalo Que Segue

No final da inalação há um intervalo,antes que a exalação comece. Isso é de imenso valor. Observe o intervalo.

Passo 3: Observe a Saída do Ar

Agora observe a exalação.

Passo 4: Observe o Intervalo Que Segue

No final da exalação há um segundo intervalo: observe esse intervalo. Pratique esses quatro passos por duas ou três vezes - somente observando o ciclo da respiração, não alterando-o de maneira alguma, apenas observando o ritmo natural.

Passo 5: Contando as Respirações

Agora comece a contar: Inalação - conte 1 (não inclua a exalação), inalação - 2, e assim por diante, até 10.
Depois conte de 10 voltando até 1. às vezes você pode esquecer de observar a respiração ou você pode ir além de 10. Então comece de novo, de 1.
"Essas duas coisas devem ser lembradas: observar, e particularmente os intervalos no topo e no fundo. A experiência desse intervalo é você, seu âmago mais interior, seu ser.
E segundo: continue contando, mas não mais do que dez; e retorne até um; e só conte as inalações.

Estas coisas auxiliam a conscientização. Você precisa ficar atento, senão você começará a contar a exalação, ou você irá ultrapassar 10.

Se você gostar dessa meditação, prossiga com ela. Ela é de imenso valor".
(Osho)

Para descobrir outras técnicas de meditação, entre no site: www.osho.com

Meditação


A meditação pode assumir várias formas. As mais avançadas usam mantras. Os mantras são sons primordiais - sons básicos da natureza - que a mente pode usar como veículo para elevar a consciência. Geralmente, os mantras são selecionados por instrutores qualificados e ensinados individualmente. É assim que ensinamos a meditação dos sons primordiais no Centro de Medicina Mental / Corporal de San Diego. Mas há também outras formas de meditação, menos específicas mas ainda assim muito eficazes. A meditação atenciosa, o método que apresentado aqui, é uma excelente maneira de começar.

Meditação atenciosa

Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta - e permanece desperta - você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

  1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser pertubado.
  2. Sente-se e feche os olhos.
  3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.
  4. Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.
  5. Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.
  6. Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.
  7. Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.

Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo.

Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são "corretas".

Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.

Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.

Você pode entrar no intervalo dos pensamentos... além do som e da respiração.

Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o "self". Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada., seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.

Do livro: Saúde Perfeita
Dr. Deepak Chopra - Editora Best Seller.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Às vezes só enxergamos o aqui e agora, os Nossos problemas e as Nossas dificuldades...

Quando você conseguir superar
graves problemas de relacionamentos,
não se detenha na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado
mais essa prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde,
não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar,
mas na bênção de Deus
que permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança
diante de qualquer obstáculo.


Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros;
outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita;
outros, falar.
Uns queriam silêncio;
outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo;
outros, ter pés.

Uns queriam um carro;
outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.


Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

A sabedoria superior tolera;
a inferior, julga;
a superior, alivia;
a inferior, culpa;
a superior, perdoa; a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala
para quem sabe escutar!

Chico Xavier

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

...

Aprendi....que ninguém é perfeito enquanto não se apaixona.
Aprendi....que a vida é dura mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que...as oportunidades nunca se perdem; aquelas que desperdiças... alguém as aproveita!!!

Aprendi que... quando te importas com rancores e amarguras a felicidade vai para outra parte.
Aprendi que... devemos sempre dar palavras boas... porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.
Aprendi que...um sorriso é uma maneira econômica de melhorar teu aspecto.
Aprendi que... não posso escolher como me sinto... mas posso sempre fazer alguma coisa.
Aprendi que...quando o teu filho, recém-nascido, segura o te u dedo na sua mão tenta prendê-lo para toda a vida!!!!!
Aprendi que...todos, todos querem viver no topo da montanha... mas toda a felicidade está durante a subida.
Aprendi que... temos que aproveitar da viagem e não apenas pensar na chegada.

Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias... quando são pedidos e quando deles depende a vida.
Aprendi que...quanto menos tempo se desperdiça... mais coisas posso fazer.

Para amar o outro e preciso, primeiro, amar a si mesmo; aprenda a fazê-lo

por Tatiana Ades

A arte de amar - "Se um ator precisa representar um papel, cabe a ele toda a preparação do personagem, a perseverança, o autodomínio. Se você deseja amar de forma saudável, deve saber que isso exige tempo, muita persistência e sabedoria. Só assim virá a maturidade necessária para alcançar o amor real, saudável e pacífico"Relendo a fantástica literatura do psicanalista alemão Erich Fromm (23/03/1900 – 18/03/1980), me senti totalmente tocada pelas mensagens universais e tão saudáveis em relação ao amor.

Assim como ele, concordo que amar é uma arte. Como qualquer ofício na vida, devemos batalhar para que possamos construir. Essa batalha consiste em perseverança e maturidade.

Se um ator precisa representar um papel, cabe a ele toda a preparação do personagem, a perseverança, o autodomínio.

Assim como as profissões, o mesmo ocorre com o amor. Se você deseja amar de forma saudável, deve saber que isso exige tempo, muita persistência e sabedoria. Só assim virá a maturidade necessária para alcançar o amor real, saudável e pacífico.

As três fases do amor

1ª fase - paixão

Nessa fase todo o organismo 'sofre' uma alteração significativa, os sentidos ficam mais apurados e a pessoa sente uma sensação de êxtase; há uma espécie de excitação; não há muita percepção em relação aos erros do parceiro.

2ª fase - percepção real do outro

A segunda fase é o momento onde a paixão cede espaço para a percepção real do outro, o que geralmente pode causar decepção e até sensação de desapego. É nessa fase que a pessoa decidirá racionalmente se quer prosseguir adiante ou não. Por isso é importante enxergar o outro com olhos bem mais abertos.

3ª fase – construção do amor real

A terceira e mais difícil fase é a construção do amor real. A tarefa é difícil, pois requer a aplicação dos itens citados acima: paciência, esforço, perseverança e maturidade.

Saber amar é realmente uma arte, pois esse alto grau de maturidade exige que amemos a nós mesmos antes de amar o outro. De outra forma, será impossível.
Isso porque você deve ser uma unidade ligada à outra pessoa e não metade de uma pessoa simbioticamente presa á outra.

Como construir a capacidade de amar?

Já falamos que é preciso amar-se para poder praticar o amor saudável em sua plenitude, mas você pode estar pensando: como fazer isso?

1º) Concentre-se em você, faça meditações ou atividades que goste, passe mais tempo com você mesmo;

2º) Exija de si uma lucidez de quem você é, defina sua personalidade, seus limites, torne-se uma pessoa única;

3º) Saiba estabelecer suas regras, pense nas suas possibilidades de saber doar e saber receber;

4º) Seja muito sincero com seus defeitos de caráter, encare-os de frente, modifique-se se necessário;

5º) Seja uma pessoa bondosa e caridosa, aprenda a amar a humanidade, pois assim as chances de amar a si mesmo tornam-se mais fáceis.

E assim, vá construindo em você a possibilidade da arte de amar!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Amar é inevitável

Por Roberto Shinyashiki

Amar é uma viagem a ser feita com alguém, na qual, ao mesmo tempo em que desfrutamos essa entrega, desvendamos os mistérios que ela nos apresenta a cada momento.

O amor é uma força que nos leva a enfrentar todos os nossos medos, criados desde as primeiras experiências dolorosas de aproximação. Nos torna corajosos e ousados, prontos a desafiar o tédio e o comodismo, a enfrentar o cotidiano, sem deixá-lo se transformar em rotina.

Ele faz nos sentirmos aprendizes, concedendo-nos a suprema compreensão de que, quando somos movidos pelo impulso do amor, realizamos algo. No amor, não estamos nos submetendo ao outro, mas sim obedecendo às ordens do sábio que existe dentro de nossos corações.

O amor nos dá coragem para enfrentar todas as mensagens negativas ouvidas na infância, do tipo “homem não presta” e “mulher só dá trabalho”, que poluem nossos pensamentos. É um sentimento que nos proporciona a sensação de gratidão para com a existência; um sentimento de ser abençoado pela dádiva divina. Em retribuição, somos levados a cuidar desse amor.

Por isso, não podemos exigir a perfeição do ser amado, pois, como dizia o filósofo grego Aristóteles: “O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição”.

O amor é muito mais que o encontro de dois corpos, muito mais que a união entre duas pessoas. É a própria consciência da existência: a crença nas forças divinas, que cuidam de todo o universo e que nos levam um ao outro, com a mesma fluidez com que aproximam uma nuvem de uma montanha, que nos proporcionam uma força sobre-humana, que dão energia ao vento, ao mar e à chuva e que nos tornam grandes como pinheiros gigantescos.

No amor, seguimos um caminho realizando uma história, cujo final, apesar de todo o nosso conhecimento, só vamos saber quando a completarmos.

A única certeza que temos é a de que o amor é uma condição inerente ao ser humano. Assim como a flor emana seu perfume, o homem naturalmente exala o amor. Isso é tão inevitável quanto é impossível proibir a terra molhada de desprender seu cheiro.

Entenda de uma vez por todas a relação entre Dharma, Karma & Samsara


"Na maioria das tradições filosóficas da Índia, tais como o Hinduísmo, Budismo e Jainismo, o samsara – ciclo mecânico de morte e renascimento – é tido como algo natural. Preso ao samsara, através da lei do karma, encontra-se o homem, cujos frutos de suas ações, sejam eles bons ou maus, devem esgotar seus efeitos através de inúmeras existências"
Num passado longínquo, sábios (rishis) da Índia compreenderam a maneira mais fácil e perfeita de se conectar com o universo: “agir de acordo com as próprias leis da natureza”.

Dharma é um termo sânscrito, provém da raiz “dhr”, “levar”, “suster”, “portar”, e significa “suporte”, “aquilo que sustém, mantém unido ou elevado”. Dharmah, “religião”, “código de vida”, “modo de bem viver”, “dever ou obrigações”. Dharmam, “doutrinas”.

Dharma é a lei universal da natureza, que se expressa em cada ser e, simultaneamente, em todo o universo, através de sua influência constante e cíclica; a justiça ideal que faz com que as coisas sejam o que elas são, ou o que devam ser. É um dos principais conceitos do Hinduísmo, Budismo e Jainismo. É o princípio da verdade que mantém todas as coisas animadas e inanimadas em harmonia, favorecendo o crescimento e o desenvolvimento espirituais.

Dharma aponta para os fundamentos da lei universal na qual os pensamentos, sentimentos e as ações humanas devem basear-se para obter apoio do universo. Os hindus a chamam de Sanatana Dharma, ou “eterna lei da verdade”, sugerindo que a tradição da lei natural não é limitada pelo tempo, espaço ou pessoa.

Para os budistas, Buddha Dharma é o caminho natural para a iluminação. Uma vida centrada no dharma é o alicerce necessário para se vivenciar a filosofia yogue e a base de todos os tratamentos ayurvédicos. Dharma também é a capacidade de prestar serviço, o que consiste numa das qualidades essenciais dos seres humanos. Portanto, cada pessoa deve conscientizar-se de seu dharma e realizá-lo da melhor forma possível.

Outra maneira de conectar-se com a mente do universo se dá através da prática diária do yoga, do cultivo do silêncio interior, da meditação (dhyana), reconhecendo a verdadeira natureza que jaz em seu próprio ser (quando alguém reconhece a sua própria natureza interior, está praticando yoga); desligando-se dos sentidos (pratyahara) e das coisas mais próximas ao seu redor, aproveitando o tempo para experimentar o silêncio, nele se concentrar, e apenas existir.

Muito antes do físico, matemático e astrônomo inglês Isaac Newton (1642-1727) ter estudado e descrito brilhantemente uma importante lei da física, “Ação e Reação”, os sábios e yogues da antiga Índia já a haviam observado na natureza e, inclusive, preocupavam-se com os frutos das ações humanas e filosofaram profundamente a respeito disso.

A mais importante lei dhármica é o karma (da raiz “kr”, “fazer”, “ação”, “rito”, “execução), significa “ação” ou “atividade”. É a lei da ação e reação, de causa e efeito. Sir Newton descreveu metodologicamente uma lei física, enquanto que esses antigos sábios e yogues foram capazes de descrever filosoficamente algo ainda mais sutil, uma lei que além de física é também espiritual.

Da forma como se age, experimentam-se os frutos das próprias ações, não apenas na vida presente, mas também em vidas futuras. Existe uma infinita justiça no universo que se manifesta através de inúmeras vidas ou encarnações, não apenas instantaneamente. Para os yogues e hindus, nenhum débito fica sem ser pago no universo. Os frutos das ações kármicas podem restringir a consciência (chit), conduzi-la a um estado de aprisionamento, estagnação, ignorância (tamas), miséria, apego e doenças, o que confere intranquilidade à mente (chitta ou manas), sofrimento, e aprisioná-la em conquistas efêmeras.

Pode-se imaginar alguém jogando uma pedrinha na superfície de um lago imóvel, cristalino e sereno, observando as ondulações que ela produzirá, quando atingir a sua superfície; isso reflete a “lei de ação e reação”. Também, quando se busca aquietar a mente e se concentrar, e uma ideia ou pensamento aflige a mente, isso poderá produzir (dependendo da identificação ou não com esse pensamento) inúmeras modificações mentais.

Então, deve-se persistir na concentração até que a mente se torne completamente serena, livre das interferências dos pensamentos. As ações humanas têm um significado além do que se pode ver na superfície. Toda ação produzirá uma energia que retornará ao seu progenitor. Colhem-se os frutos que se plantam. Quando alguém opta e realiza ações que favorecem a natureza, os animais, a justiça, a felicidade e a prosperidade de outras pessoas, essas ações acabam tornando-se parte dessa pessoa e ela, também, torna-se realizada, próspera e feliz.

Ao se relacionar, uma pessoa terá que dar de si mesmo, precisará valorizar e compreender o seu próximo. Todos os dias os seres humanos executam inúmeras ações sutis que acabam influenciando enormemente o que a vida lhes traz. Em termos práticos, deve-se perguntar a si mesmo: “Quais serão as consequências da minha escolha ou atitude?” Dentre uma gama de escolhas, há sempre uma correta, que pode trazer harmonia, felicidade, saúde, liberdade e prosperidade. Como realizar a escolha correta?

No momento em que se faz uma escolha, deve-se prestar bem atenção aos próprios sentimentos. Se ocorrerem dúvidas, desconforto, receios e mal-estar, então, provavelmente, a escolha não é de karma apropriado. O presente e o futuro são arquitetados por escolhas feitas a cada instante da vida. Tudo o que acontece no presente momento é resultado de escolhas que se fez num passado próximo ou distante. Tais escolhas podem trazer consequências evolutivas ou destrutivas.

A lei do karma ressalta que a cada momento existe a possibilidade de se realizarem coisas diferentes e mudar-se favoravelmente o rumo da vida. Deve-se parar um momento e testemunhar as escolhas já feitas e aquelas por se fazerem na vida.

Samsara

Na maioria das tradições filosóficas da Índia, tais como o Hinduísmo, Budismo e Jainismo, o samsara – ciclo mecânico de morte e renascimento – é tido como algo natural. Preso ao samsara, através da lei do karma, encontra-se o homem, cujos frutos de suas ações, sejam eles bons ou maus, devem esgotar seus efeitos através de inúmeras existências.

O homem deve transcender o samsara mediante a “iluminação” de sua consciência. O karma e o samsara podem ser transcendidos ou dissolvidos mediante dois caminhos que conduzem à libertação (moksha): a aquisição de jnâna (conhecimento superior) e a prática de bhakti (devoção, amor). Uma vez que a sabedoria libertadora (vidya) é alcançada através do conhecimento (jnâna), a ideia do ahamkâra (sentido de individualização, ego) e mamata (“ação do eu” ou “isso é meu”) se dissolve; consequentemente, o samsara se extingue, e a natureza divina existente no homem (atman), alcançando a libertação (moksha), funde-se a Brahma (deus criador), à consciência do universo.

Com a dissolução da ilusão de aham (“eu sou”) e mamata (“isso é meu”, apego), atman, finalmente, alcança-se a verdadeira compreensão de que se é também Brahman (o Absoluto) – aham brahmansmi, “eu sou brahman” – e o samsara deixa de existir.