terça-feira, 10 de abril de 2012

ATRITOS...


Por Roberto Crema


Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás,
vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas
extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas,
transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas,
com suas ações e palavras
me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas

Faz parte...
Reveses momentâneos
servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida
como grandes pedras,
cheia de excessos.

Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.

É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar

Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Librianas Lindas...


::::::::::::::::::::Olá meus Amores, estava eu pesquisando alguns blogs, e achei esse texto muito interessante falando sobre as Mulheres de Libra, eu como sendo uma delas, me senti muito lisonjeada, por ler tudo isso vindo de um homem, muito inteligente, pelo visto, então resolvi compartilhar, espero que minhas amigas Librianas, também gostem dele:::::::::


Minhas Mulheres de Libra...

" Sei que o título é pretencioso — MINHAS mulheres de Libra —, afinal quem sou eu para ter alguma mulher, ainda mais mulheres de Libra, que normalmente são graciosas e lindas além da conta... E acima de tudo sensíveis e independentes. Uma mulher de Libra, lendo essa palavra, MINHAS, não só se sentiria ofendida como me enviaria, mentalmente, desprezo suficiente para eu sofrer pelo resto de minha vida.

Se escrevo esta crônica nesse momento, é porque as mulheres de Libra não estão lendo. Tenho certeza disso porque as librianas todas estão envolvidas com seus aniversários, dando conta de preparativos e convidados para as suas festas de aniversário, e sendo felizes na companhia de seus amigos ao invés de lendo crônicas num site de internet. As librianas — não sem razão — estão muito ocupadas no final de setembro, início de outubro, e posso chamar de minhas pelo menos algumas delas, já que elas nem saberão disso. Os amigos da librianas, aqueles que poderiam fofocar sobre a minha pretensão, também estão preparando festas-surpresa para as aniversariantes.
Minhas librianas foram apenas três. E se digo "apenas" não é para humilhar os demais homens, que talvez não tenham tido a honra de ter uma libriana sequer. Para falar a verdade, das minhas três librianas, eu tive apenas uma. Librianas são difíceis de conseguir, porque há sempre cinco ou seis homens na fila. São aquelas mulheres de quem um homem pensa: Como posso morrer sem tê-la beijado uma vez sequer? E, tendo-a beijado, como morrer sem estar ao lado dela, feliz até o fim?
Quem já teve uma libriana e não tem mais — meu caso — é porque não sabe o que é bom. Ou então porque teve uma libriana quando ainda era muito novo — minha desculpa —, e não sabia o tesouro que tinha ao alcance das mãos e dos lábios.
Quem conversa com uma libriana tem a sensação de que está conversando com uma das pessoas mais inteligentes do mundo; e, quando acaba a conversa, tem a certeza de que está tocando, beijando, transando com a mulher mais potente e amorosa do mundo.
Das minhas librianas que não tive, uma tinha o poder de se transformar numa imagem de Nossa Senhora com Menino Jesus no colo, e de transformar a mim num monge contemplativo. A outra me fazia crer que eu a fazia subir pelas paredes, quando ela é que girava meu mundo e transformava teto em chão.
De vez em quando, vejo as minhas librianas que eu nunca tive por aí, ao lado de outros homens felizardos. Já passei da fase da inveja, já não considero mais tais homens pouco merecedores de uma libriana. As librianas também têm o dom de tornar os seus homens melhores, a ponto de eles se tornarem merecedores do amor delas.
Minha única libriana que tive um dia, só a vi uma vez depois de tê-la perdido, casualmente, num shopping. De vez em quando — agora, por exemplo —, paro e penso que aquela pode ter sido a última vez que a vi. E o que eu disse? Um boa-noite, um como vai?
Como posso morrer tendo dito tão pouco? A última coisa que se deve dizer a uma libriana é "eu te amo, sempre te amei, e sempre te amarei".
E se ela disser "eu também", não haverá mais crônicas a serem escritas no final de setembro, início de outubro. A vida com uma libriana deixa pouco tempo para a literatura".

Eduardo Loureiro Jr.

sexta-feira, 23 de março de 2012

NÃO BASTA EXISTIR, É PRECISO VIVER

Não basta existir, é preciso viver. E viver é muito mais que existir.


Viver implica aprender e, para ser aprendiz, é preciso humildade para reconhecer a própria ignorância.

Viver implica educar-se para o amor, e, amando e amado, experimentar a angústia de saber-se iluminado sem sentir-se luz, vivenciando as dores e as venturas de sentir-se completo sem poder ser pleno.

Viver implica movimento. E não há movimento sem esforço e atrito.
A vida é dinâmica, jamais se estanca. Vibra serena e sem pressa, embora nunca pare para esperar quem ignore seu ritmo.

Para existir, basta estar. Para viver, é preciso ser, por inteiro. E para viver, ainda que existindo, é preciso ser estar e estar, num ser único.

Viver implica acreditar-se imortal e eterno, mesmo sabendo que nada é permanente.

Viver implica progredir, ir adiante, avançar.

Viver é existir de todas as formas e em todas as dimensões, amando cada uma delas.

Para viver, não basta ver, ouvir, pensar e falar, pois estas são manifestações da existência. Para viver, é preciso sentir, mergulhar em si mesmo e sair, novamente, para observar-se sem paixão.

Viver implica iluminar-se e, sob a luz da própria consciência, apontar os próprios defeitos e limites.

Viver implica assumir a responsabilidade pelos próprios atos, transformando-os todos em gestos de amor e compaixão.

Viver implica conhecer-se, profundamente, e, ciente de si, deixar de enganar-se, trabalhando para mudar aquilo que não está bem.

Viver implica reconhecer, no universo, o próprio lar; nas humanidades cósmicas, a própria família; na criação infinita, o próprio berço; e na natureza a própria saúde e o único sustento.

Não há vida sem troca, não há troca sem perdas, não há perdas sem ganhos, não há ganhos sem lutas, não há lutas sem dor, não dor sem razão; e não razão fora da vida.

Viver é muito mais que existir, mas ninguém aprende a viver plenamente sem existir, muitas vezes, de muitas maneiras.

Viver é transcender o que se pensa saber da vida, para assimilar-lhe a verdadeira sabedoria.

Viver implica arriscar-se. E o maior risco é errar.

Mas viver também implica estar certo. E a maior certeza é a de que, a cada erro, mais se pode aprender.

Para existir basta ter sangue nas veias e ar nos pulmões. Para viver, no entanto, é preciso sangrar e sufocar-se de tanto amor.

Na existência, há apenas meias verdades e grandes mentiras, enquanto a vida no conduz ao coração da única verdade absoluta.

Viver é manifestar-se sem tempo ou espaço; é ser fogo ardendo sempre, sem se queimar; é verbo que não se conjuga, apenas se pratica; é palavra que não se define, apenas se diz; é conceito que não se explica, apenas se vive.

Viver é estar no todo, sendo tudo, sem nunca esgotar-se.

Quem vive, canta por dentro, a despeito do silêncio exterior. Quem vive, existe em todos os lugares, sem pertencer a nenhum. Quem vive, busca, em si mesmo, o que deseja para o seu caminho e, quando encontra, volta a buscar.

Quem vive, não vê morte, apenas transformação; não morre, transmuta-se para a vida; não nasce, apenas passa pela morte para viver.

Viver é ir mais, mudar sempre, virar-se e revirar-se, buscar o próprio avesso, sem saber onde fica o direito.

Viver é enxergar a luz, mesmo nas sombras, e criar luz nas próprias trevas.

Viver é expandir a própria existência para além dos limites imaginados.

Viver é doar-se, sem pedir; é ceder, sem resistir; é entregar-se, sem recear.

Quem vive, renasce um novo ser todos os dias.

Quem vive, tem a própria existência traçada a lápis e recria o próprio destino, minuto a minuto, com a borracha da sabedoria e do perdão.

Quem vive, não sabe o caminho ou quando chegará, para sabe para onde está indo.

Quem vive, continua na morte e recria-se ao nascer, sabendo que é preciso morrer para nascer e é preciso existir para morrer.

Viver é ter na própria consciência uma única história, representada por milhares de faces, nomes, episódios de milhares de existências.

Para viver, não basta existir, pois existir é pouco para um ser que nasceu para ser Deus.


- Maísa Intelisano –
São Paulo, 02 de fevereiro de 2005.

Esse texto foi inspirado espiritualmente por um amparador extrafísico, durante uma reunião do Grupos de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.

domingo, 18 de março de 2012

A cultura do ficar


As mudanças ocorrem e atualmente o "ficar", marca registrada de uma relação superficial, está disseminado e vai além das fronteiras da adolescência. Jovens adultos e, por vezes, não tão jovens, rendem-se a essa prática. O que pretendem? O que encontram?

Qualquer dia da semana, a qualquer horário, nas escolas, nos clubes, nos shoppings, nas baladas de todos os tipos e acreditem até mesmo no transporte coletivo, observamos casais que não satisfeitos com o flerte , um namorico à moda antiga, entregam-se a beijos e carícias com pessoas que muitas vezes estão vendo pela primeira vez e hora.

O Prof. Dr. Sandro Caramaschi da Universidade Estadual de São Paulo diz "ficar não é uma mudança comportamental isolada, e sim o reflexo de uma sociedade composta por pessoas mais centradas em si mesmas". Acrescenta que "ficar" pode ter a duração de um beijo, uma noite, algumas semanas mas, sem telefonemas ou confirmação de encontros.

Segundo a psiquiatra e psicanalista Simone Sotto Mayor, "numa cultura onde o transitório e o descartável cada vez têm mais lugar, o "ficar" parece representar o máximo possível de uma relação provisória. Nesse caso os envolvidos parecem estar interessados apenas no bônus da experiência sensorial. Os ônus seriam os do compromisso."

O psicoterapeuta de adolescentes Içami Tiba sinaliza que essas relações superficiais, relações "fáceis", são indicativas de que a tolerância está diminuindo assim como a capacidade de superar as frustrações.

Os jovens dizem que trata-se de uma forma de conhecimento. Algumas vantagens apontadas: conhecer muitas pessoas diferentes , possibilidade de avaliar um maior número de parceiros e a ausência de compromisso, diz a psicóloga Olga Tessari.

Ora, namorando você também conhece pessoas e nada limita o número de namoros possíveis para uma pessoa, já quanto ao compromisso o mesmo não acontece , pois, em nossa cultura o namoro supõe fidelidade. No "ficar" a frase "se aparecer alguém melhor ... estamos liberados" se aplica sem discussão, já no namoro por existir um vínculo afetivo, se o rompimento for unilateral provocará sofrimento. Viver uma relação sob a ótica do "ficar" nos remete a valores imputados pela sociedade de consumo, assim tudo é descartável, transitório e sempre há melhor.

Sem sofrimento, sem dor, sem compromisso, sem vínculo, mas também sem afeto, sem intimidade emocional, sem sentimentos profundos.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Almas Perfumadas...

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta, ou de sol quando acorda.

De flor quando ri.

Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça, lambuzando o queixo de sorvete,

melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro e a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus, de banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo, sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.

Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria, recebendo um buquê de carinhos, abraçando um filhote de urso panda, tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa,

do brinquedo que a gente não largava, do acalanto que o silêncio canta, de passeio no jardim.

Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e

que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo,

corre em outras veia pulsa em outro lugar.

Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado e a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente, como você, que nem percebe como tem a alma perfumada!

E que esse perfume é dom de Deus.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Você sabe por quê o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?
É porque foi humilde o bastante para colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, se quisesse ficar acima de todos os rios, não seria mar, seria uma ilha.
E certamente estaria isolado."

HUMILDADE... a chave para a evolução de todos !

Mudanças...

O meu ser está em constante mudança e transformação, as vezes me sinto como uma lagarta, que aos poucos vai desabroxando e se transformando em uma linda, colorida e radiante borboleta, outras vezes me sinto como uma fênix que vai morrendo aos poucos, para ressurgir mais alaranjada do que nunca de suas próprias cinzas.... os dias e as noites vão se passando e as mudanças ocorrendo, algumas muito rápidas que chegam a ser dolorosas, outras tão sutis que eu nem percebo, quando me dou conta, já mudei!

Muita coisa aconteceu e está acontecendo ao meu redor, tenho que prestar muito a atenção nos pequenos detalhes, e nos pequenos sinais que o universo manda pra mim, e para isso preciso de foco constante, pois não posso perder a oportunidade de fazer o certo, e fazer tudo diferente, do que da última vez, mesmo que as vezes o errado também seja o certo, vai saber né?
Vá entender os sinais que o universo envia, as vezes me sinto perdida, sem saber pra onde ir, se isso é o certo, ou o errado, muitas dúvidas rondam os meus pensamentos, mas no fim mesmo, é seguir os sinais que o meu coração sente, é o mais sábio, talvez nem sempre seja a decisão mais fácil de ser tomada, mas com certeza é a mais sábia!

Todos devemos mudar, o tempo todo, porque ficar estagnado não é legal, pena que nem todos sentem essa necessidade ou são tão corajosos o suficiente, para se abrir a isso e se permitir ao novo, ao recomeço, se permitir a se entregar, sem reservas, sem medo e sem intenção de nada, apenas de ser FELIZ!!!!

Thaimí Quevedo

sábado, 3 de março de 2012

Meditação e Amor



Quem quiser harmonia no amor precisa aprender a ser mais meditativo.
O amor sozinho é cego, quem enxerga é a meditação. É bom substituir brigas por entendimento. Os conflitos existem por falta de compreensão. As palavras medicina e meditação têm a mesma raiz. A medicina cura o corpo, a matéria e a meditação cura a alma, o espírito. O amor é uma meditação e ela desabrocha no amor. Meditação é um estado de bênção, não-pensamento, serenidade e silêncio.
É autodescoberta e a necessidade de compartilhar: o amor.
Meditação é um estado de não-mente, de pura consciência.
É preciso aprender o truque de não nos envolvermos com a mente, a arte de permanecermos indiferentes.
Maturidade é conhecer algo em nós que é imortal: a meditação, que conhece Deus.
A mente conhece o mundo, fica obcecada pelas nuvens, que vão e vêm.
A meditação busca o céu, que é permanente. Devemos buscar o céu interior.
A meditação pode se tornar eternidade, é relaxamento em si, é um estado de não-vontade, de não-ação, de espontaneidade indisciplinada, sem direção, controle ou manipulação. Ela não tem meta, está no presente, é imediatismo.
Quem medita torna-se silencioso, tranqüilo, pois a meditação traz paz.
É a árvore que cresce sem semente, pois é mágica, misteriosa. Quem abandona o passado é meditativo. Na meditação vive-se o momento, nada interfere e a atenção é total, porque não há distração; só consciência.
Quem medita encontra o amor, pois a meditação nos torna amorosos e o amor nos torna meditativos.

...

Terminando um relacionamento
Onde houver consciência, há revolta contra a repetição mecânica.
Totalidade é a base da liberdade. Simpatia não é amor.Não se resolve problemas dentro da mente, pois ela é o problema, que não se resolve com respostas, por não ser um problema intelectual, mas existencial.Em vez de pensar é melhor entrar no silêncio, que é a porta a caminho da divindade. Relacionamento não é amor e amor não é relacionamento. Este é pronto e fechado e o amor é fluir. Relacionamento é estrutura; amor é não-estruturado. Amor é um processo, um estado de ser.
As pessoas amorosas não precisam de relacionamentos.
O relacionamento torna-se necessário quando o amor está ausente, ele o substitui.
É preciso muita coragem para permanecer aberto, sem criar um relacionamento.
O amor acontece, nós não o fazemos acontecer: só podemos nos tornar disponíveis. O amor vem do nada, como um solavanco e só é possível entre iguais.
Se escolhemos alguém que tem medo de aprofundar é porque nós também temos. Quando o amor se aprofunda, aumenta a liberdade.
Elevar-se no amor é um aprendizado, uma mudança, uma maturidade.
É algo espiritual. Quem é sábio não impõe sua idéia a ninguém. A vida é incerta, a insegurança é seu próprio espírito. Só a morte é certa.Nunca devemos perguntar sobre problemas dos outros.
Casamento
Ninguém nasce para o outro. Amor e liberdade andam juntos.
Ela é uma expressão do amor. "Dar" liberdade é confiar. O crescimento precisa de liberdade. De todas as artes, o amor é a mais sutil e precisa ser aprendida. Amor é felicidade, harmonia, saúde. Um grande amante está sempre pronto a dar amor e não está preocupado se vai receber de volta ou não.
O amor tem sua própria felicidade intrínseca.
Quanto mais amamos, maior a possibilidade da pessoa certa acontecer, porque o coração floresce. O amor real nos deixa felizes e harmônicos pela simples presença do outro. Amor é eternidade. Se estiver presente, cresce. Ele conhece o início, mas não o fim. Duas pessoas infelizes que se unem multiplicam sua infelicidade.

Solidão e Solitude

Na solitude estamos constantemente encantados conosco mesmos.
Ela é abençoada, um profundo preenchimento, que nos mantém centrados e enraizados. Ela é independente. Todos são um fim em si mesmos. Ninguém existe para ser usado. Quem está no pico da solitude só se atrai por quem também esteja só. Dois solitários olham um para o outro, mas dois que conheceram a solitude olham para algo mais elevado. Se estão felizes consigo mesmos, tornam-se companheiros.
As palavras felicidade e acontecimento têm a mesma raiz em inglês
Porque a felicidade simplesmente acontece. Para ser feliz é preciso deixar acontecer. O caminho do amor deve ser tomado com tremenda consciência e o da consciência, com tremendo amor. Depois de cada experiência profunda nos sentimos sós e tristes: seja um grande amor ou uma meditação. Por isso muitos evitam experiências profundas. A solitude é bela e livre. É um momento em que o outro não é necessário. Após essa liberdade o amor é possível. O amor traz solitude e a solitude traz amor. Já a solidão não cria amor; apenas necessidade.
Ela pode matar. Dois solitários não conseguem se relacionar porque isso não ocorre a partir da necessidade.
Solitude é uma flor desabrochando, é positiva, saudável.
Só o amor dá a coragem de sermos sós. Só assim acumulamos energia até transbordar e transformar-se em amor. Sós, acumulamos amor, celebração, dança, energia, prazer, vida. Só o excesso de energia possibilita o orgasmo, que não é um alívio, mas celebração. Quando os amantes se afastam, readquirem sua solitude, beleza e alegria.
A alegria traz a necessidade de compartilhar.
A paixão é muito pequena diante da compaixão.
Solitude é mover-se para dentro e amor é mover-se para fora.
Ambos os movimentos são enriquecedores.

Amor Verdadeiro

Quando há dependência não há maturidade nem amor, há necessidade.
Usa-se o outro, o que é desamoroso. Ninguém gosta de ser dependente, porque a dependência mata a liberdade. Os homens sempre querem mulheres que sejam "menos" do que eles. A maturidade vem com o amor e acaba com a necessidade. Amor é luxo, abundância. É ter tantas canções no coração, que é preciso cantá-las, não importando se há quem ouça. Quando somos autênticos, temos a aura do amor. Quando não, pedimos amor aos outros.
Quem se apaixona não tem amor e, assim, não pode dar.
Quem é maduro não cai de amor, mas se eleva nele.
Duas pessoas maduras que se amam, ajudam-se a se tornarem mais livres. Liberdade, moksha, é um valor mais elevado que o amor.
Por isso é que o amor não vale a pena se a destruir.

Ciúme

Quando há atração sexual e o ciúme entra é porque não há amor.
Há medo, porque o sexo é uma exploração. O medo se torna ciúme.
Não se pode amar alguém não-livre, pois o amor só existe se dado livremente, quando não é exigido, forçado e tomado.
Quanto mais controlamos, mais "matamos" o outro. As causas do ciúme estão dentro de nós; fora estão só as desculpas.
O amor não pode ser ciumento.
Ele é sempre confiante.
Confiança não pode ser forçada. Se ela existir, segue-se por ela.
Senão, é melhor separar, para evitar danos e destruição e poder amar outra pessoa. Quando amamos alguém, confiamos que não quererá outro.
Se quiser, não há amor e nada pode ser feito.
Só através do outro tornamo-nos conscientes de nosso próprio ser.
Só num profundo relacionar-se; o amor de alguém ressoa e mostra sua profundidade: assim nos descobrimos.
Outra forma de autodescoberta, sem o outro, é a meditação.
Só há dois caminhos para chegar ao divino: meditação e amor.

Meditação é uma Qualidade do Ser

Este é o segredo: desautomatize-se. Se nós pudermos desautomatizar nossas atividades, então, a vida toda se torna uma meditação. Então, qualquer coisa pequena – tomar um banho, comer sua refeição, falar com seu amigo – se torna meditação.

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Meditação é uma qualidade; ela pode ser levada a qualquer coisa. Ela não é um ato específico. As pessoas pensam assim, acham que a meditação é um ato específico – quando você se senta olhando para o oriente, você repete certos mantras, queima um incenso, faz isso e aquilo num momento especial, de um modo especial, com gestos especiais. Meditação não tem nada a ver com todas essas coisas. Estas são todas a maneiras para automatizar a meditação e a meditação é contra a automatização.

Desse modo, se você puder manter-se alerta, qualquer atividade é meditação: qualquer movimento o ajudará imensamente.

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Daremos abaixo as instruções para as duas técnicas de meditação mais básicas do Osho - Dinâmica e Kundalini.

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Contate conosco para aprender e praticar essas técnicas e para saber como conseguir os cd's para a prática dessas e de outras meditações do Osho.

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Instruções para a Meditação Osho Dinâmica.

Primeiro estágio: 10 minutos.

Respire rapidamente para dentro e para fora através do nariz, de maneira intensa e caótica. Comece com uma respiração. A respiração deve entrar profundamente nos pulmões. Seja tão rápido quanto possa na sua respiração. Faça isso tão totalmente quanto lhe seja possível; sem contrair o corpo, assegure-se de que o pescoço e os ombros permanecem relaxados. Continue sem parar até que você, literalmente, se torne a respiração, permitindo que a respiração seja caótica. Movendo os braços e seu corpo de um jeito natural, ajudará sua energia a subir . Sinta sua energia se desenvolvendo; não pare durante o primeiro estágio e jamais diminua o ritmo.

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Segundo estágio: 10 minutos.

Seja o seu corpo. Dê, ao seu corpo, liberdade para expressar o que quer que seja... EXPLODA!... Deixe o seu corpo tomar conta. Deixe sair tudo que precisa ser jogado fora. Fique totalmente louco... Cante, grite, ria, berre, chore, pule, balance, dance, chute e solte-se. Não retenha nada, mantenha todo o seu corpo se movendo. Um pouco de representação muitas vezes ajuda a dar a partida. Nunca permita que sua mente interfira com o que está acontecendo. Lembre-se de ser total com o seu corpo.

Terceiro estágio: 10 minutos.

Deixando os seus ombros e os seu pescoço relaxados, levante ambos os braços tão alto quanto possa, sem trancar os cotovelos. Com os braços levantados, pule gritando o mantra Hoo!...Hoo!...Hoo!... (pronuncia-se Ru) tão profundamente quanto possível, vindo do fundo de sua barriga. A cada vez que você tocar o chão com a planta dos pés (assegurando-se de que os calcanhares estão tocando o chão), deixe o som martelar profundamente dentro do centro sexual. Dê tudo que você tenha, exaura-se completamente.

Quarto estágio: 15 minutos.

PARE! Congele-se onde você estiver, em qualquer posição que você se encontre. Não ajeite o corpo de maneira nenhuma. Uma tosse, um movimento, qualquer coisa dissipará o fluxo da energia e o esforço estará perfeito. Seja uma testemunha de tudo o que esteja acontecendo a você.

Quinto estágio: 15 minutos.

Celebre!... com música e dança, expresse o que quer que se faça presente. Carregue sua vitalidade com você durante o dia inteiro.

Meditação Osho Kundalini

Esta é a irmã mais amada da Meditação Dinâmica. Ela consiste de quatro estágios de 15 minutos cada um.

Primeiro estágio: 15 minutos.

Solte-se e deixe seu corpo todo chocalhar, sentindo as energias subirem a partir de seus pés. Solte todas as parte do corpo e torne-se o chocalhar. Seus olhos podem estar abertos ou fechados.

Segundo estágio: 15 minutos.

Dance... do jeito que você sentir, e deixe o corpo todo se mover como ele desejar.

Terceiro estágio: 15 minutos.

Feche os olhos e fique imóvel, sentado ou de pé...testemunhando o que quer que esteja acontecendo por dentro e por fora.

Quarto estágio: 15 minutos

Mantendo os olhos fechados, deite-se e fique imóvel.

Permita o chocalhar, não o faça. Fique de pé silenciosamente, sinta-o chegar e, quando o seu corpo começar a tremer um pouco, coopere, mas não o faça tremer. Divirta-se com o tremor, sinta-se abençoado por ele, permita-o, receba-o, dê-lhe as boas-vindas, mas não o deseje.

Se você força-lo, ele se tornará um exercício físico corporal. Então o chocalhar estará presente, mas apenas na superfície, ele não o penetrará. Interiormente, você permanecerá sólido, como uma pedra, como uma rocha; você permanecerá sendo o manipulador, o fazedor, e o corpo estará simplesmente seguindo. O corpo não é a questão – você é a questão.

Quando eu digo ‘chocalhe’, eu me refiro à sua solidez; seu ser petrificado deve chocalhar até as próprias bases, para que ele se torne líquido, fluido, se dissolva, flua. E, quando o seu ser petrificado se tornar líquido, seu corpo seguirá. Então, não haverá ninguém chocalhando, somente o chocalhar. Então, ninguém está fazendo aquilo, aquilo está simplesmente acontecendo. Então, o fazedor não está presente.

(Osho)

Técnicas Passivas

Numa situação onde você não pode fazer as técnicas ativas, apresentamos aqui dois métodos passivos simples, porém efetivos.

1. Observar a Respiração

Observar a respiração é um método que pode ser feito em qualquer lugar, a qualquer tempo, mesmo que você só tenha alguns minutos disponíveis. Você pode simplesmente observar o subir e descer de seu peito ou barriga quando a respiração entra e sai, ou tente esta versão...

Passo 1: Observe a Inalação

Feche seus olhos e comece observando sua respiração. Primeiro, a inalação, de onde ela entra pelas suas narinas, direto para seus pulmões.

Passo 2: Observe o Intervalo Que Segue

No final da inalação há um intervalo,antes que a exalação comece. Isso é de imenso valor. Observe o intervalo.

Passo 3: Observe a Saída do Ar

Agora observe a exalação.

Passo 4: Observe o Intervalo Que Segue

No final da exalação há um segundo intervalo: observe esse intervalo. Pratique esses quatro passos por duas ou três vezes - somente observando o ciclo da respiração, não alterando-o de maneira alguma, apenas observando o ritmo natural.

Passo 5: Contando as Respirações

Agora comece a contar: Inalação - conte 1 (não inclua a exalação), inalação - 2, e assim por diante, até 10.
Depois conte de 10 voltando até 1. às vezes você pode esquecer de observar a respiração ou você pode ir além de 10. Então comece de novo, de 1.
"Essas duas coisas devem ser lembradas: observar, e particularmente os intervalos no topo e no fundo. A experiência desse intervalo é você, seu âmago mais interior, seu ser.
E segundo: continue contando, mas não mais do que dez; e retorne até um; e só conte as inalações.

Estas coisas auxiliam a conscientização. Você precisa ficar atento, senão você começará a contar a exalação, ou você irá ultrapassar 10.

Se você gostar dessa meditação, prossiga com ela. Ela é de imenso valor".
(Osho)

Para descobrir outras técnicas de meditação, entre no site: www.osho.com

Meditação


A meditação pode assumir várias formas. As mais avançadas usam mantras. Os mantras são sons primordiais - sons básicos da natureza - que a mente pode usar como veículo para elevar a consciência. Geralmente, os mantras são selecionados por instrutores qualificados e ensinados individualmente. É assim que ensinamos a meditação dos sons primordiais no Centro de Medicina Mental / Corporal de San Diego. Mas há também outras formas de meditação, menos específicas mas ainda assim muito eficazes. A meditação atenciosa, o método que apresentado aqui, é uma excelente maneira de começar.

Meditação atenciosa

Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta - e permanece desperta - você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

  1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser pertubado.
  2. Sente-se e feche os olhos.
  3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.
  4. Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.
  5. Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.
  6. Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.
  7. Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.

Sugiro a prática da meditação atenciosa duas vezes ao dia, de manhã e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode praticá-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo.

Na prática da meditação você vai por uma de três experiências. Mas deve resistir à tentação de avaliar a experiência ou sua capacidade de seguir as instruções, porque as três reações são "corretas".

Você pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emoções profundas estão sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influências do corpo e da mente.

Você pode cair no sono. Se isso acontecer durante a meditação, é sinal de que você anda precisando de mais horas de descanso.

Você pode entrar no intervalo dos pensamentos... além do som e da respiração.

Se descansar o suficiente, mantiver a boa saúde e devotar-se todos os dias à meditação, você vai conseguir um contato significativo com o "self". Vai poder se comunicar com a mente cósmica, a voz que fala sem palavras e que está sempre presente nos intervalos entre um pensamento e outro. Essa é a sua inteligência superior ilimitada., seu gênio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estará a seu alcance se confiar na sabedoria interior.

Do livro: Saúde Perfeita
Dr. Deepak Chopra - Editora Best Seller.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Às vezes só enxergamos o aqui e agora, os Nossos problemas e as Nossas dificuldades...

Quando você conseguir superar
graves problemas de relacionamentos,
não se detenha na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado
mais essa prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde,
não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar,
mas na bênção de Deus
que permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança
diante de qualquer obstáculo.


Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros;
outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita;
outros, falar.
Uns queriam silêncio;
outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo;
outros, ter pés.

Uns queriam um carro;
outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.


Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.

A sabedoria superior tolera;
a inferior, julga;
a superior, alivia;
a inferior, culpa;
a superior, perdoa; a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala
para quem sabe escutar!

Chico Xavier

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

...

Aprendi....que ninguém é perfeito enquanto não se apaixona.
Aprendi....que a vida é dura mas eu sou mais que ela!!
Aprendi que...as oportunidades nunca se perdem; aquelas que desperdiças... alguém as aproveita!!!

Aprendi que... quando te importas com rancores e amarguras a felicidade vai para outra parte.
Aprendi que... devemos sempre dar palavras boas... porque amanhã nunca se sabe as que temos que ouvir.
Aprendi que...um sorriso é uma maneira econômica de melhorar teu aspecto.
Aprendi que... não posso escolher como me sinto... mas posso sempre fazer alguma coisa.
Aprendi que...quando o teu filho, recém-nascido, segura o te u dedo na sua mão tenta prendê-lo para toda a vida!!!!!
Aprendi que...todos, todos querem viver no topo da montanha... mas toda a felicidade está durante a subida.
Aprendi que... temos que aproveitar da viagem e não apenas pensar na chegada.

Aprendi que...o melhor é dar conselhos só em duas circunstâncias... quando são pedidos e quando deles depende a vida.
Aprendi que...quanto menos tempo se desperdiça... mais coisas posso fazer.

Para amar o outro e preciso, primeiro, amar a si mesmo; aprenda a fazê-lo

por Tatiana Ades

A arte de amar - "Se um ator precisa representar um papel, cabe a ele toda a preparação do personagem, a perseverança, o autodomínio. Se você deseja amar de forma saudável, deve saber que isso exige tempo, muita persistência e sabedoria. Só assim virá a maturidade necessária para alcançar o amor real, saudável e pacífico"Relendo a fantástica literatura do psicanalista alemão Erich Fromm (23/03/1900 – 18/03/1980), me senti totalmente tocada pelas mensagens universais e tão saudáveis em relação ao amor.

Assim como ele, concordo que amar é uma arte. Como qualquer ofício na vida, devemos batalhar para que possamos construir. Essa batalha consiste em perseverança e maturidade.

Se um ator precisa representar um papel, cabe a ele toda a preparação do personagem, a perseverança, o autodomínio.

Assim como as profissões, o mesmo ocorre com o amor. Se você deseja amar de forma saudável, deve saber que isso exige tempo, muita persistência e sabedoria. Só assim virá a maturidade necessária para alcançar o amor real, saudável e pacífico.

As três fases do amor

1ª fase - paixão

Nessa fase todo o organismo 'sofre' uma alteração significativa, os sentidos ficam mais apurados e a pessoa sente uma sensação de êxtase; há uma espécie de excitação; não há muita percepção em relação aos erros do parceiro.

2ª fase - percepção real do outro

A segunda fase é o momento onde a paixão cede espaço para a percepção real do outro, o que geralmente pode causar decepção e até sensação de desapego. É nessa fase que a pessoa decidirá racionalmente se quer prosseguir adiante ou não. Por isso é importante enxergar o outro com olhos bem mais abertos.

3ª fase – construção do amor real

A terceira e mais difícil fase é a construção do amor real. A tarefa é difícil, pois requer a aplicação dos itens citados acima: paciência, esforço, perseverança e maturidade.

Saber amar é realmente uma arte, pois esse alto grau de maturidade exige que amemos a nós mesmos antes de amar o outro. De outra forma, será impossível.
Isso porque você deve ser uma unidade ligada à outra pessoa e não metade de uma pessoa simbioticamente presa á outra.

Como construir a capacidade de amar?

Já falamos que é preciso amar-se para poder praticar o amor saudável em sua plenitude, mas você pode estar pensando: como fazer isso?

1º) Concentre-se em você, faça meditações ou atividades que goste, passe mais tempo com você mesmo;

2º) Exija de si uma lucidez de quem você é, defina sua personalidade, seus limites, torne-se uma pessoa única;

3º) Saiba estabelecer suas regras, pense nas suas possibilidades de saber doar e saber receber;

4º) Seja muito sincero com seus defeitos de caráter, encare-os de frente, modifique-se se necessário;

5º) Seja uma pessoa bondosa e caridosa, aprenda a amar a humanidade, pois assim as chances de amar a si mesmo tornam-se mais fáceis.

E assim, vá construindo em você a possibilidade da arte de amar!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Amar é inevitável

Por Roberto Shinyashiki

Amar é uma viagem a ser feita com alguém, na qual, ao mesmo tempo em que desfrutamos essa entrega, desvendamos os mistérios que ela nos apresenta a cada momento.

O amor é uma força que nos leva a enfrentar todos os nossos medos, criados desde as primeiras experiências dolorosas de aproximação. Nos torna corajosos e ousados, prontos a desafiar o tédio e o comodismo, a enfrentar o cotidiano, sem deixá-lo se transformar em rotina.

Ele faz nos sentirmos aprendizes, concedendo-nos a suprema compreensão de que, quando somos movidos pelo impulso do amor, realizamos algo. No amor, não estamos nos submetendo ao outro, mas sim obedecendo às ordens do sábio que existe dentro de nossos corações.

O amor nos dá coragem para enfrentar todas as mensagens negativas ouvidas na infância, do tipo “homem não presta” e “mulher só dá trabalho”, que poluem nossos pensamentos. É um sentimento que nos proporciona a sensação de gratidão para com a existência; um sentimento de ser abençoado pela dádiva divina. Em retribuição, somos levados a cuidar desse amor.

Por isso, não podemos exigir a perfeição do ser amado, pois, como dizia o filósofo grego Aristóteles: “O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição”.

O amor é muito mais que o encontro de dois corpos, muito mais que a união entre duas pessoas. É a própria consciência da existência: a crença nas forças divinas, que cuidam de todo o universo e que nos levam um ao outro, com a mesma fluidez com que aproximam uma nuvem de uma montanha, que nos proporcionam uma força sobre-humana, que dão energia ao vento, ao mar e à chuva e que nos tornam grandes como pinheiros gigantescos.

No amor, seguimos um caminho realizando uma história, cujo final, apesar de todo o nosso conhecimento, só vamos saber quando a completarmos.

A única certeza que temos é a de que o amor é uma condição inerente ao ser humano. Assim como a flor emana seu perfume, o homem naturalmente exala o amor. Isso é tão inevitável quanto é impossível proibir a terra molhada de desprender seu cheiro.