sexta-feira, 4 de maio de 2012

O medo do compromisso


Somente através de decisões que você se torna mais e mais consciente, somente através de decisões você se torna mais e mais cristalizado, somente através de decisões você se torna perspicaz. Caso contrário se tornará estúpido.

As pessoas vão de um guru ao outro, de um mestre ao outro, de um templo a outro – não porque são grandes buscadores, mas porque são incapazes de decidir. Esta é a maneira deles de evitar o compromisso.
O mesmo acontece em outros relacionamentos humanos: um homem vai de uma mulher para outra, e continua trocando. As pessoas pensam que ele é um ótimo amante, mas ele está longe disso. Ele está evitando, ele está tentando evitar qualquer envolvimento profundo porque com o envolvimento profundo os problemas precisam ser encarados, e é preciso passar por muito sofrimento. Então a pessoa simplesmente prefere o seguro, faz com que essa seja uma área em que nunca irá muito profundamente com alguém. Se você se aprofunda demais pode não conseguir retornar tão facilmente. E se você for fundo com alguém, esse alguém também irá fundo com você, isso é sempre proporcional. Se eu for bem fundo em você a única maneira é permitir que você também se envolva com a mesma profundidade comigo. É um dar e receber, é um compartilhamento. Então um pode se envolver demais, e será difícil para escapar e o sofrimento pode ser grande.  Então as pessoas aprendem como se manter seguras: somente deixe a superfície ser encontrada – relacionamentos amorosos de “bater e correr”. Antes que seja pego, corra.
Isto é o que está acontecendo no mundo moderno. As pessoas se tornaram tão juvenis, tão infantis; estão perdendo toda a maturidade.
A maturidade vem somente quando você está preparado para encarar a dor do seu ser; a maturidade vem somente quando você está preparado para aceitar o desafio. E não existe um desafio maior do que o amor.
Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver serenamente sozinho, é muito difícil viver serenamente com outra pessoa, porque dois mundos se colidem, dois mundos se encontram… mundos totalmente diferentes. Como são atraídos um para o outro?  Porque são totalmente diferentes, praticamente opostos, pólos opostos.
É muito difícil ser sereno em um relacionamento, mas este é o desafio. Se você fugir disso, fugirá da maturidade. Se você entrar nisso com todo o sofrimento, e ainda assim continuar em frente, então aos poucos o sofrimento se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção.
Aos poucos, através do conflito, do atrito, surge a cristalização. Através da luta você se torna mais alerta, mais consciente.
O outro se torna um espelho para você.  Você consegue ver a sua feiúra no outro. O outro provoca o seu inconsciente, puxa-o para a superfície.
Você terá que conhecer todas as áreas escondidas do seu ser, e a melhor maneira é sendo espelhado, refletido, em um relacionamento.
Fácil, eu digo, porque não há outra maneira – porém isto é difícil. É difícil, árduo, porque você terá que mudar durante o processo.
Quando você vem a um Mestre um desafio ainda maior existe antes de você: você precisa decidir, e a decisão é pelo desconhecido, e a decisão precisa ser total e absoluta, irreversível. Não é uma brincadeira de criança; é um ponto sem retorno. Tanto conflito vem à tona. Mas não permaneça se modificando continuamente, porque esta é uma maneira de evitar a si mesmo. E você continuará fraco, continuará infantil. A maturidade não irá acontecer para você.
Somente o desconhecido deve ter interesse para você, porque isso é o que você ainda não viveu; você ainda não se movimentou neste território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer ali.
Sempre decida pelo desconhecido, independente do risco, e você crescerá continuamente.
Mas permaneça decidindo pelo conhecido e você irá se mover num círculo com o seu passado, de novo e de novo. Você irá continuar a se repetir, você se tornará um disco arranhado.
E decida. O quão antes você o fizer, melhor. Adiamentos são simplesmente estúpidos. Amanhã você também terá que decidir, então porque não hoje? Você pensa que amanhã será mais sábio do que hoje? Você pensa que amanhã será mais vivído do que hoje? Você pensa que amanhã será mais jovem e com mais vigor do que hoje?
Amanhã você será mais velho, a sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua astúcia será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a ficar mais hesitante e com medo. Nunca adie para o amanhã. E quem sabe? O amanhã pode vir ou não. Se você precisa decidir, tem que decidir neste exato instante.

Osho!!!

Como saber se é amor?!?

Muitas vezes, quando começamos a nos relacionar, ou mesmo quando já estamos com uma pessoa há bastante tempo, nos pegamos com uma dúvida que parece colocar em cheque-mate toda a nossa disponibilidade interna de continuar esta relação. A grande dúvida é: será que é amor? Como saber?

Em primeiro lugar, creio que saber não seja o mais importante. Saber só nos serve para nomear os sentimentos, para tentar explicá-los... e nem sempre isso realmente acrescenta algo significativo para nós mesmos ou para o outro. Portanto, mais importante do que saber é sentir e agir. Ou seja, talvez você não saiba exatamente o que sente, mas sente e age de tal forma que fica satisfeito e satisfaz a pessoa que está com você. Pronto, isso basta!
Mas supondo que você não esteja satisfeito ou que seja importante para você ou para o seu companheiro compreender melhor o que você sente, então voltamos às questões: será que é amor? Como saber?

Não há uma fórmula pronta, onde você encaixa seus dados e chega a uma resposta conclusiva, do tipo sim ou não. Até porque, como sempre defendi, acredito no amor como um caminho para a evolução. Cada um de nós está num grau diferente de consciência e de percepção de si mesmo.

Se considerarmos que uma pessoa bastante evoluída ama sem possessividade, sem egoísmo, sem defesas, com compaixão, serenidade e maturidade, então, podemos tentar nos analisar antes de buscar a resposta definitiva sobre ser ou não ser amor o que estamos sentindo.

Um bom começo para esta análise é um autoquestionamento que passe pelas seguintes ordens: se você colocasse ao lado o amor que acha que sente, quanto você encontraria em si mesmo de carência, de solidão, de medo de não conseguir se relacionar com outra pessoa, de apego? Quanto existe em você de preguiça de começar de novo, de comodidade? Enfim, quanto existe de motivação para alimentar o que você sente?
Ou então, tente perceber o quanto tem investido nesta relação com o melhor que existe em você... Muitas pessoas ficam reservando o seu melhor para um momento mais apropriado ou para alguém que pareça merecer mais... Entretanto, dar o seu melhor deveria ser condição primária para viver qualquer relação, porque só assim os encontros podem valer a pena e podem fazer com que você se torne cada vez mais evoluído, mais disposto e disponível para o comprometimento que o amor pede.

Sugiro que você se ocupe mais em sentir e agir do que em saber se o que você sente é amor ou não. E se, por acaso, perceber que não sente e que, portanto, não tem agido, não tem dado o seu melhor, posicione-se. Fique ou vá embora, mas seja lá qual for a sua escolha, que você a faça com consciência.

Não importa o quão definitiva seja a sua decisão, porque nada é para sempre. Decida-se por hoje e você terá decidido pelo único momento que realmente existe e importa. E assim sucessivamente, lembre-se que a vida é uma constante escolha, a todo instante. Se você vai embora ou se você fica, que seja sempre por amor, tanto por si mesmo quanto pelo outro.

:: Rosana Braga :: 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CURANDO RELACIONAMENTOS


1 - Escolho curar meu relacionamento *comigo mesmo* deixando que o hábito de julgar a mim mesmo se vá.

2 - Escolho unir-me aos outros, em vez de me separar deles, abandonando meus julgamentos sobre eles.

3 - Escolho rasgar todos os roteiros que escrevi para o modo como acho que as pessoas deveriam ser em minha vida.

4 - Escolho lembrar que o que realmente conta em meus relacionamentos não é *quanto* eu faço ou digo..., mas sim *com quanto amor* eu faço ou digo.

5 - As palavras que eu escolho em minhas comunicações sempre determinam se minha intenção é unir ou separar.

6 - Hoje, eu escolho lembrar-me de que realmente mereço o direito de ser feliz.

7 - Hoje, eu escolho desistir de me sentir uma vítima dos meus relacionamentos e assumirei a responsabilidade por minha vida.

8 - Sempre que ficar preso no passado ou no futuro, escolherei lembrar-me de que o amor só pode ser vivenciado no presente.

9 - Posso optar pelo amor em vez do medo, em todos os meus relacionamentos.
"O inimigo não está a nossa frente, mas dentro de nós.
Defesas refletem feridas.

Ataques são gritos por amor. Relacionamentos são uma oportunidades de saber quem somos".

Quando não estamos equilibrados emocionalmente, quando sofremos por nossos sentimentos, quando duvidamos da nossa capacidade de dar e receber amor, quando falta fé no Criador e no Mundo a nossa volta, quando nos esquecemos de ser criança, quando não temos tempo para nos divertir, corremos para a direção Sul e nos abrigamos em
Shawnodese...

Quando não estamos bem, por qualquer motivo, sentimos uma sombra escura, e somos arrastados à medos, depressões, desesperanças. Busca-se a felicidade, mas, para alguns, ela é sempre temporária, não dura.

As crises pessoais ocorrem quando percebemos a inutilidade de um velho padrão, mas continuamos insistentemente apegados a ele, porque nos é mais seguro e familiar.

Para isso precisamos de algo verdadeiro, simples e eficiente, para poder atravessar as águas das emoções que acompanham as transformações, e o crescimento que advém das crises pessoais.

Precisamos estar conscientes que na medida da expansão da consciência, velhas estruturas tendem a cair. O modo antigo vai se dissolvendo, tomamos medidas para entorpecer nosso sofrimento, criamos ilusões.

A raiva é a lembranças da dor passada e revisitada. A irritação produz uma substância que se espalha vagarosamente pelo nosso sistema nervoso, interrompe canais elétricos, contamina a aura.

O medo é a dor da lembranças projetada no futuro. Vivemos num mundo com um fluxo invisível de águas de sentimentos. E, as vezes somos inundados pelas ondas das experiências vividas no passado, e quem sabe em outras vidas.

Não há como evitar os sentimentos, somos seres humanos. Há como passar por eles e aprender com suas lições. Negar ou evitar os sentimentos, os intensifica, eles crescem e se tornam maiores na nossa vivência. Aceitar, é reafirmar que estamos prontos para acompanhar e transpor o sentimento de imediato, de maneira que podemos aprender, e crescer na jornada.

Praticar xamanismo é ir em busca da excelência espiritual, é enxergar a realidade existente por trás dos conceitos, é se harmonizar com as marés naturais da vida. É trilhar o Caminho Sagrado, atravessando os portais da mente, das emoções, do corpo e do espírito.

Só você pode transformar a sua vida. O poder de decisão é o poder pessoal que poderá fazer isto. O xamanismo pode mostrar como abrir canais para que você descubra quais são as transformações necessárias ao Seu Ser, para caminhar na beleza e amor na Roda da Vida, para você seguir o caminho do seu coração e tocar em sua própria verdade conscientemente.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ilusão...

Dizemos que alguém nos desilude….. mentira! Ninguém nos desilude! Assim como ninguém nos ilude! Somos nós que nos iludimos em relação a alguém, por isso também somos nós que nos desiludimos! Fomos nós que decidimos olhar para determinada pessoa daquela forma, e escolhemos ignorar tudo o que nos dizia que não era bem assim como nós víamos, como nós queríamos, como nós gostaríamos! E o problema está aí…. Iludimo-nos porque tudo aquilo que vemos é o que queremos ver, porque é tudo o que precisamos, o que desejamos! Entregamo-nos a essa ilusão, não ponderando, não pesando as consequências porque naquele momento é bom, é muito bom, e só aquele momento interessa, o depois não importa! Mas o depois é a desilusão… o ver tudo o que durante algum tempo não se quis ver… o ver o quanto fomos idiotas, o quanto nos deixámos levar… e isso… deixa-nos a sentir tão estúpidos… como fomos capazes de ser tão parvos?!
Mas… pensemos…. ainda que o depois seja carregado de sentimentos negativos…. não será bem pior evitar todos para não ter estes últimos? E evitando todos não se estará igualmente a sofrer?!
Já dizia Carlos Drummond de Andrande “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade. A dor é inevitável, o sofrimento opcional”... ao escolhermos não nos magoar estamos por si só a escolher sofrer, sofrer pela falta, pela falta do mau, mas também pela falta do bom, nunca arriscamos com medo de nos desiludir… e com isto iludimo-nos a nós próprios achando que assim não nos magoamos… desiludimo-nos quando percebemos que afinal sofremos também! A magia de não controlar tudo, de se deixar levar, de não pensar…. Faz falta! Por vezes corre mal… magoamo-nos…. mas… se não tentarmos… também não saberemos se poderia ter corrido bem!
E quem nos engana? Quem deliberadamente abusa da nossa confiança e nos engana descaradamente, premeditadamente…?! Tristes desses que afinal não eram o que pareciam ser, o que queriam parecer ser, tristes dos que fingem ser o que não são, os que fingem sentimentos… no fundo são eles que são uma farsa, e somos nós que sempre fomos autênticos… nós que vivemos, acreditámos, sofremos, nos entregámos, que fomos verdadeiros em todos os momentos…. Já os que fingem…. São apenas amostras do que poderiam ser se não fingissem….!
Mais do que não serem honestos com os demais…. Não são honestos com eles próprios! E sabem disso! Que triste….

domingo, 15 de abril de 2012

A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

Charles Chaplin

sábado, 14 de abril de 2012

Quando você conseguir superar
graves problemas de relacionamentos,
não se detenha na lembrança dos momentos difíceis,
mas na alegria de haver atravessado
mais essa prova em sua vida.

Quando sair de um longo tratamento de saúde,
não pense no sofrimento
que foi necessário enfrentar,
mas na bênção de Deus
que permitiu a cura.

Leve na sua memória, para o resto da vida,
as coisas boas que surgiram nas dificuldades.
Elas serão uma prova de sua capacidade,
e lhe darão confiança
diante de qualquer obstáculo.

Uns queriam um emprego melhor;
outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta;
outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena;
outros, apenas viver.
Uns queriam pais mais esclarecidos;
outros, ter pais.

Uns queriam ter olhos claros;
outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita;
outros, falar.
Uns queriam silêncio;
outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo;
outros, ter pés.

Uns queriam um carro;
outros, andar.
Uns queriam o supérfluo;
outros, apenas o necessário.

Há dois tipos de sabedoria:
a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe
e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe.
Tenha a sabedoria superior.
Seja um eterno aprendiz na escola da vida.
A sabedoria superior tolera;
a inferior, julga;
a superior, alivia;
a inferior, culpa;
a superior, perdoa; a inferior, condena.
Tem coisas que o coração só fala
para quem sabe escutar!

Chico Xavier

terça-feira, 10 de abril de 2012

ATRITOS...


Por Roberto Crema


Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.

É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás,
vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas
extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas,
transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas,
com suas ações e palavras
me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas

Faz parte...
Reveses momentâneos
servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida
como grandes pedras,
cheia de excessos.

Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.

É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar

Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Librianas Lindas...


::::::::::::::::::::Olá meus Amores, estava eu pesquisando alguns blogs, e achei esse texto muito interessante falando sobre as Mulheres de Libra, eu como sendo uma delas, me senti muito lisonjeada, por ler tudo isso vindo de um homem, muito inteligente, pelo visto, então resolvi compartilhar, espero que minhas amigas Librianas, também gostem dele:::::::::


Minhas Mulheres de Libra...

" Sei que o título é pretencioso — MINHAS mulheres de Libra —, afinal quem sou eu para ter alguma mulher, ainda mais mulheres de Libra, que normalmente são graciosas e lindas além da conta... E acima de tudo sensíveis e independentes. Uma mulher de Libra, lendo essa palavra, MINHAS, não só se sentiria ofendida como me enviaria, mentalmente, desprezo suficiente para eu sofrer pelo resto de minha vida.

Se escrevo esta crônica nesse momento, é porque as mulheres de Libra não estão lendo. Tenho certeza disso porque as librianas todas estão envolvidas com seus aniversários, dando conta de preparativos e convidados para as suas festas de aniversário, e sendo felizes na companhia de seus amigos ao invés de lendo crônicas num site de internet. As librianas — não sem razão — estão muito ocupadas no final de setembro, início de outubro, e posso chamar de minhas pelo menos algumas delas, já que elas nem saberão disso. Os amigos da librianas, aqueles que poderiam fofocar sobre a minha pretensão, também estão preparando festas-surpresa para as aniversariantes.
Minhas librianas foram apenas três. E se digo "apenas" não é para humilhar os demais homens, que talvez não tenham tido a honra de ter uma libriana sequer. Para falar a verdade, das minhas três librianas, eu tive apenas uma. Librianas são difíceis de conseguir, porque há sempre cinco ou seis homens na fila. São aquelas mulheres de quem um homem pensa: Como posso morrer sem tê-la beijado uma vez sequer? E, tendo-a beijado, como morrer sem estar ao lado dela, feliz até o fim?
Quem já teve uma libriana e não tem mais — meu caso — é porque não sabe o que é bom. Ou então porque teve uma libriana quando ainda era muito novo — minha desculpa —, e não sabia o tesouro que tinha ao alcance das mãos e dos lábios.
Quem conversa com uma libriana tem a sensação de que está conversando com uma das pessoas mais inteligentes do mundo; e, quando acaba a conversa, tem a certeza de que está tocando, beijando, transando com a mulher mais potente e amorosa do mundo.
Das minhas librianas que não tive, uma tinha o poder de se transformar numa imagem de Nossa Senhora com Menino Jesus no colo, e de transformar a mim num monge contemplativo. A outra me fazia crer que eu a fazia subir pelas paredes, quando ela é que girava meu mundo e transformava teto em chão.
De vez em quando, vejo as minhas librianas que eu nunca tive por aí, ao lado de outros homens felizardos. Já passei da fase da inveja, já não considero mais tais homens pouco merecedores de uma libriana. As librianas também têm o dom de tornar os seus homens melhores, a ponto de eles se tornarem merecedores do amor delas.
Minha única libriana que tive um dia, só a vi uma vez depois de tê-la perdido, casualmente, num shopping. De vez em quando — agora, por exemplo —, paro e penso que aquela pode ter sido a última vez que a vi. E o que eu disse? Um boa-noite, um como vai?
Como posso morrer tendo dito tão pouco? A última coisa que se deve dizer a uma libriana é "eu te amo, sempre te amei, e sempre te amarei".
E se ela disser "eu também", não haverá mais crônicas a serem escritas no final de setembro, início de outubro. A vida com uma libriana deixa pouco tempo para a literatura".

Eduardo Loureiro Jr.

sexta-feira, 23 de março de 2012

NÃO BASTA EXISTIR, É PRECISO VIVER

Não basta existir, é preciso viver. E viver é muito mais que existir.


Viver implica aprender e, para ser aprendiz, é preciso humildade para reconhecer a própria ignorância.

Viver implica educar-se para o amor, e, amando e amado, experimentar a angústia de saber-se iluminado sem sentir-se luz, vivenciando as dores e as venturas de sentir-se completo sem poder ser pleno.

Viver implica movimento. E não há movimento sem esforço e atrito.
A vida é dinâmica, jamais se estanca. Vibra serena e sem pressa, embora nunca pare para esperar quem ignore seu ritmo.

Para existir, basta estar. Para viver, é preciso ser, por inteiro. E para viver, ainda que existindo, é preciso ser estar e estar, num ser único.

Viver implica acreditar-se imortal e eterno, mesmo sabendo que nada é permanente.

Viver implica progredir, ir adiante, avançar.

Viver é existir de todas as formas e em todas as dimensões, amando cada uma delas.

Para viver, não basta ver, ouvir, pensar e falar, pois estas são manifestações da existência. Para viver, é preciso sentir, mergulhar em si mesmo e sair, novamente, para observar-se sem paixão.

Viver implica iluminar-se e, sob a luz da própria consciência, apontar os próprios defeitos e limites.

Viver implica assumir a responsabilidade pelos próprios atos, transformando-os todos em gestos de amor e compaixão.

Viver implica conhecer-se, profundamente, e, ciente de si, deixar de enganar-se, trabalhando para mudar aquilo que não está bem.

Viver implica reconhecer, no universo, o próprio lar; nas humanidades cósmicas, a própria família; na criação infinita, o próprio berço; e na natureza a própria saúde e o único sustento.

Não há vida sem troca, não há troca sem perdas, não há perdas sem ganhos, não há ganhos sem lutas, não há lutas sem dor, não dor sem razão; e não razão fora da vida.

Viver é muito mais que existir, mas ninguém aprende a viver plenamente sem existir, muitas vezes, de muitas maneiras.

Viver é transcender o que se pensa saber da vida, para assimilar-lhe a verdadeira sabedoria.

Viver implica arriscar-se. E o maior risco é errar.

Mas viver também implica estar certo. E a maior certeza é a de que, a cada erro, mais se pode aprender.

Para existir basta ter sangue nas veias e ar nos pulmões. Para viver, no entanto, é preciso sangrar e sufocar-se de tanto amor.

Na existência, há apenas meias verdades e grandes mentiras, enquanto a vida no conduz ao coração da única verdade absoluta.

Viver é manifestar-se sem tempo ou espaço; é ser fogo ardendo sempre, sem se queimar; é verbo que não se conjuga, apenas se pratica; é palavra que não se define, apenas se diz; é conceito que não se explica, apenas se vive.

Viver é estar no todo, sendo tudo, sem nunca esgotar-se.

Quem vive, canta por dentro, a despeito do silêncio exterior. Quem vive, existe em todos os lugares, sem pertencer a nenhum. Quem vive, busca, em si mesmo, o que deseja para o seu caminho e, quando encontra, volta a buscar.

Quem vive, não vê morte, apenas transformação; não morre, transmuta-se para a vida; não nasce, apenas passa pela morte para viver.

Viver é ir mais, mudar sempre, virar-se e revirar-se, buscar o próprio avesso, sem saber onde fica o direito.

Viver é enxergar a luz, mesmo nas sombras, e criar luz nas próprias trevas.

Viver é expandir a própria existência para além dos limites imaginados.

Viver é doar-se, sem pedir; é ceder, sem resistir; é entregar-se, sem recear.

Quem vive, renasce um novo ser todos os dias.

Quem vive, tem a própria existência traçada a lápis e recria o próprio destino, minuto a minuto, com a borracha da sabedoria e do perdão.

Quem vive, não sabe o caminho ou quando chegará, para sabe para onde está indo.

Quem vive, continua na morte e recria-se ao nascer, sabendo que é preciso morrer para nascer e é preciso existir para morrer.

Viver é ter na própria consciência uma única história, representada por milhares de faces, nomes, episódios de milhares de existências.

Para viver, não basta existir, pois existir é pouco para um ser que nasceu para ser Deus.


- Maísa Intelisano –
São Paulo, 02 de fevereiro de 2005.

Esse texto foi inspirado espiritualmente por um amparador extrafísico, durante uma reunião do Grupos de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB.

domingo, 18 de março de 2012

A cultura do ficar


As mudanças ocorrem e atualmente o "ficar", marca registrada de uma relação superficial, está disseminado e vai além das fronteiras da adolescência. Jovens adultos e, por vezes, não tão jovens, rendem-se a essa prática. O que pretendem? O que encontram?

Qualquer dia da semana, a qualquer horário, nas escolas, nos clubes, nos shoppings, nas baladas de todos os tipos e acreditem até mesmo no transporte coletivo, observamos casais que não satisfeitos com o flerte , um namorico à moda antiga, entregam-se a beijos e carícias com pessoas que muitas vezes estão vendo pela primeira vez e hora.

O Prof. Dr. Sandro Caramaschi da Universidade Estadual de São Paulo diz "ficar não é uma mudança comportamental isolada, e sim o reflexo de uma sociedade composta por pessoas mais centradas em si mesmas". Acrescenta que "ficar" pode ter a duração de um beijo, uma noite, algumas semanas mas, sem telefonemas ou confirmação de encontros.

Segundo a psiquiatra e psicanalista Simone Sotto Mayor, "numa cultura onde o transitório e o descartável cada vez têm mais lugar, o "ficar" parece representar o máximo possível de uma relação provisória. Nesse caso os envolvidos parecem estar interessados apenas no bônus da experiência sensorial. Os ônus seriam os do compromisso."

O psicoterapeuta de adolescentes Içami Tiba sinaliza que essas relações superficiais, relações "fáceis", são indicativas de que a tolerância está diminuindo assim como a capacidade de superar as frustrações.

Os jovens dizem que trata-se de uma forma de conhecimento. Algumas vantagens apontadas: conhecer muitas pessoas diferentes , possibilidade de avaliar um maior número de parceiros e a ausência de compromisso, diz a psicóloga Olga Tessari.

Ora, namorando você também conhece pessoas e nada limita o número de namoros possíveis para uma pessoa, já quanto ao compromisso o mesmo não acontece , pois, em nossa cultura o namoro supõe fidelidade. No "ficar" a frase "se aparecer alguém melhor ... estamos liberados" se aplica sem discussão, já no namoro por existir um vínculo afetivo, se o rompimento for unilateral provocará sofrimento. Viver uma relação sob a ótica do "ficar" nos remete a valores imputados pela sociedade de consumo, assim tudo é descartável, transitório e sempre há melhor.

Sem sofrimento, sem dor, sem compromisso, sem vínculo, mas também sem afeto, sem intimidade emocional, sem sentimentos profundos.