quinta-feira, 17 de maio de 2012

Aprendi...


 Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém.

Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e Ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim, tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos.

Que posso usar o meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi...Que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida.

Que por mais que se corte uma pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... Que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.

Mas, aprendi também que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles.

Que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sente.

Aprendi que perdoar exige muita prática.

Que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... Que nos momentos mais difíceis, a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel.

Que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso.

Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... Que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto;

Aprendi que numa briga preciso escolher de que lado eu estou, mesmo quando não quero me envolver.

Que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.

E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.”
William Shakespeare

sexta-feira, 11 de maio de 2012

...


A gente não pode perder as oportunidades de interferi de maneira positiva na vida do outro. É nossa missão como pessoas!
Você tem a oportunidade de ser caminho...
Agora se você é um caminho que chega a um lugar bom, muita gente vai querer passar por você. Mas se você tem fama e já se transformou, fez questão de ser um caminho onde só passam coisas ruins, é bem provável que você irá ficar sozinho e vazio ao longo de sua vida.
Seja um caminho bom!
Muita gente vai querer passar por ele.
E você deve deixar essas pessoas passarem de maneira respeitosa.
Não queira que elas fiquem por muito tempo não. Você é caminho! Não perca isso de vista. Você é um trajeto, um lugar de passagem.
As pessoas vão passar pela nossa vida e à medida que você tiver a oportunidade de ser este lugar por onde elas passam, seja o melhor caminho que você puder ser. Independente se o outro te machucou, te magoou; seja o melhor caminho.
Se ele veio até você é porque ele descobriu o seu valor. Deixe que ele passe!
Isso é cristianismo... É quando se descobre que há um jeito interessante de você transformar o mundo, fazendo opção por aquilo que Jesus fazia.
Padre Fábio de Mello

Promessas de Casamento


Em maio de 98, escrevi um texto em que afirmava que achava bonito o ritual do casamento a igreja, com seus vestidos brancos e tapetes vermelhos, mas que a única coisa que me desagradava era o sermão do padre. "Promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-lhe e respeitando-lhe até que a morte os separe?" Acho simplista e um pouco fora da realidade. Dou aqui novas sugestões de sermões:

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
- Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?

Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher: declaro-os maduros.
Martha Medeiros

terça-feira, 8 de maio de 2012

...


Nossa, 1 ano se passou, parece que foi ontem, aconteceu tudo ao mesmo tempo, e para ajeitar tudo isso, aqui, nessa “caixola” levou um tempinho, mas enfim, as coisas se organizaram, mesmo que talvez não da maneira que eu sonhava e desejava, mas com certeza da melhor e mais sábia maneira, pois o Pai Maior sabe tudo!!!
Hoje eu consigo ver, que realmente as coisas se encaminharam para o caminho mais florido, Harmonioso e Alegre, “Nada é por acaso” essa frase, fica cada dia clara pra mim!!!
Esse aprendizado me trouxe amadurecimento e crescimento pessoal e espiritual, entendimento de muita coisa que ainda passava despercebida, com certeza hoje sou uma mulher bem diferente do que a alguns anos, valorizo cada detalhe e estou sempre atenta aos sinais sutis que o universo me envia o tempo todo, e posso dizer com toda a certeza, as coisas acontecem quando tem q acontecer, independente da nossa vontade, porque é assim e ponto!!!
Então que Assim Seja e Assim Jáh Eh.... _/\_

segunda-feira, 7 de maio de 2012

10 maneiras (muito eficientes) de destruir seu relacionamento!

1. Mulheres, façam greve de sexo!

Meninas, convenhamos: marido que quer transar toda hora com a gente é um abuso, não é? Ah, todo dia? Tenha a santa paciência! Parece que tem problema: é só a gente dar um beijinho pra já acharem que a gente quer sexo! É só se encostar neles que já estão prontos para o ataque! O que é isso?
E tem mais! Se não fazem o que a gente quer, se não concordam com o que a gente fala e se não ajudam nas tarefas domésticas, me digam: por que é que a gente transaria com eles? Nada mais justo que privá-los daquilo que eles mais querem e que, por dever, só nós podemos dar!
Pronto! Agora, sim, estamos no controle! Repitamos juntas: "mulheres unidas e reguladas jamais serão vencidas!". Greve de sexo já! E viva o casamento justo!

2. Não fale! Demonstrar é suficiente: cara feia e bico já dizem tudo!
Gente, vamos combinar: é preciso dizer mais alguma coisa ou, pior do que isso, perguntar o que aconteceu ou se o outro está bravo quando o bico e a cara feia já dizem tudo? Só quem é burro ou insensível ou se faz de tonto para ainda perder tempo explicando ou perguntando, né?
Esse negócio de ficar repetindo a mesma coisa inúmeras vezes, de conversinha fiada, que não leva a lugar nenhum, é coisa de filósofo. Só pode! Sustentar um belo bico me parece a escolha mais eficiente para avisar nossos queridos pares que estamos absolutamente insatisfeitos.
Ele que pense um pouco, pelo menos uma vez na vida, e descubra o que fez que nos chateou. Não somos obrigados a detalhar, tin tin por tin tin, sobre o que estamos sentindo e pensando a respeito de determinado assunto.
Enfim, cara feia e silêncio, quanto mais prolongados, mais resolvem o problema e economizam a nossa beleza!

3. Homens, usem suas mulheres como objetos sexuais!
Meninos, falem sério! Mulher que fica insistindo e dando importância para preliminares, romantismo, conversinha ao pé do ouvido, jantarzinho e outras tontices afins não passam de chatas e pegajosas.
Mulher tem de servir seu homem! Estar disponível quando ele quiser! Não importa o que os homens digam durante o dia. Não importa quão grosseiros e egoístas sejam do momento em que acordam até a hora que se deitam. O fato é: precisam de sexo. E suas mulheres devem satisfazê-los, certo?
Claro, é assim que funciona um relacionamento onde cada um sabe seu lugar e o papel que deve desempenhar. É assim que o casamento de nossos avós funcionava. Por que o nosso teria de ser diferente? Ah, poupem os homens, né?

4. Não elogie porque senão fica mal acostumado.
Esse negócio de ficar reconhecendo o que o outro tem de bom é um saco, não? Elogiar pra que? Já não sabe que a gente ama? Já não casou? Já não está junto, tem filhos, faz compra de supermercado toda semana? Quer mais demonstração de amor do que essas?
Elogiar é coisa de quem não tem o que falar, de quem quer aparecer! Gente segura não precisa de elogio. E casamento que é sólido, com pessoas adultas, trabalhadoras e guerreiras, não precisa ser alimentado com elogios, certamente.
Já sobra tão pouco tempo para se falarem, então pra que perder tempo com isso. Falem de contas, problemas, novela. E sobre o que mais? Bem, mais nada. Fiquem mudos um ao lado do outro e se deem por satisfeitos por não estarem discutindo e brigando.
Ah! E não se esqueça de apontar os erros. Porque isso sim ajuda a melhorar a relação!

5. Use a lei dos 3 c's: cobre, critique e compare!
E por falar em apontar os erros, a lei dos 3 c's serve perfeitamente para isso! Cobre as mudanças e as atitudes do outro, critique o que ele faz de errado diariamente, mesmo você já tendo se cansado de tanto repetir como é o certo. E, por fim, faça comparações!
Sim, se você tem um marido, escolha homens admiráveis, inteligentes e bem-sucedidos e mostre a ele, com todo o requinte de sinceridade que lhe é tão peculiar, o quanto ele está longe de merecer sua admiração. Lembre-o do quanto ele está atrasado e à beira da falência masculina.
Se não resolver, e se não deixá-lo grato pelo seu cuidado em mostrar os fatos a ele, ao menos o fará pensar em você pelas próximas horas. E se, no final das contas, não gostar do que ouviu, é a prova de que você tem razão: é um banana mesmo!
Agora, se você tem uma esposa, pegue aquelas revistas com fotos de mulheres maravilhosas, com corpos sarados, maquiagem e cabelos impecáveis e medidas perfeitas e deixe bem claro o que é uma mulher de verdade!
Isso certamente servirá de motivação e para que ela, quem sabe, se dê conta do quanto você se importa com a aparência dela e com quem ela é de verdade! E não se esqueça de criticar os erros dela e cobrar mais atitude, mais resultado!

6. Não perca seu tempo com romantismos e blá, blá, blá.
Quem ainda acredita em contos de fadas? Quem ainda acredita que o amor pode dar certo como nos filmes ou nos últimos capítulos das novelas? Ah, gente, por favor, né? Precisamos de praticidade, racionalidade e de, por fim, pagar as contas da casa!
Casar e ficar esperando um convite para jantar fora, para um cinema, uma noite a dois? Casar e achar que vai ganhar um presente do nada, sem data específica? Casar e acreditar que vai receber flores do marido ou ser surpreendido por um jantar e, depois, uma performance sensual (com direito a massagem) da esposa?
Em que mundo vocês vivem? Não trabalham, não? Não tem televisão na casa de vocês? E no quarto, vai me dizer que ainda não tem uma tevê??? Ah, então é isso: vocês estão deixando muito espaço para fantasias e expectativas que não passam de blá, blá, blá!
Faz o seguinte: pra sua mulher, você deve dar um avental novo e devolver aquela camisa mal passada pra ela dar um jeito. E pro seu marido, dê seu cinismo, sua ira, seu olhar fulminante e nunca, nunca o acaricie. Afinal, vocês são um casal que luta por uma casa melhor, um carro melhor, uma escola melhor para os filhos, e não têm tempo para essas coisinhas.

7. Não mude! Quem gosta de você deve aceitá-lo como é!
Você já deve saber disso, mas vou repetir: essa história de ouvir o outro, tentar mudar, fazer diferente só para agradá-lo é coisa de quem não tem autoestima, certo? Quem gosta de si sabe que já é o melhor que poderia ser.
E tem mais: quem gostar de você, tem de gostar do jeito que você é, e não ficar te mostrando, mesmo que seja com jeitinho, que você poderia fazer as coisas de outro modo. Não aceite isso! Mantenha-se firme e forte neste formato que você já tem e não mude!
E se o outro continuar fazendo sugestões de novos comportamentos, lembre-o de algo muito sábio: os incomodados que se mudem! Não está satisfeito? Que se vá... porque você é mais você!

8. Esteja sempre certo!
É da sua vida que estamos falando, pessoa! Ou você vai exigir que as coisas sejam feitas como você gosta ou sua rotina vai desandar. Ficar cedendo ou considerando a opinião do outro só serve para transformar seu dia a dia num caos.
Mostre o que você quer, como quer e quando quer. Se preciso, fale mais alto! Grite! Tem gente que só funciona assim, aos gritos! E nada mais natural que gritar com quem a gente tem mais intimidade, concorda?
No mais, você tem certeza do que está dizendo, não tem? Pensou bem antes de dar seu parecer e julgar as circunstâncias, não foi? Então, como é que você poderia não ter razão no que está dizendo? Como é que você poderia não estar certo?

9. Nhê-nhê-nhê é coisa de adolescente. Seja casca grossa para não ser o frouxo da relação!
Ficar agradando o outro, sendo carinhoso, dando beijinho, presentinho, atenção, fazendo chameguinho e demonstrando o quanto ele é importante para você é coisa de bobo, gente!
Tanto homens quanto mulheres gostam mesmo é de ter que correr atrás, lutar pelo outro. As brigas apimentam a relação. Aumenta a adrenalina. O negócio é manter a dinâmica entre tapas e beijos. E se alguém se magoar ou se ferir, isso passa! É frescura!
Quanto mais bonzinho você for, menos valor o outro vai te dar! O certo é ser casca grossa, curto e grosso. Gostou? Muito bem! Não gostou? Tem quem goste!

10. Por fim, traia antes que seja traído!
É... você já deve ter ouvido aquele ditado que diz que quem nunca foi, é ou será traído um dia! Ou seja, não tem saída, cara! Ou melhor, tem sim! Antes que seja corno, plante o chifre em quem você ama! Minta, engane, faça de bobo! É disso que as pessoas gostam! É assim que elas gamam e dão valor!
Ser fiel é coisa de gente trouxa, que gosta de ser feito de palhaço. Acreditar no amor é insistir no maior erro de todos os tempos. Afinal, você conhece alguém casado e feliz? Alguém que ama e se dá bem? Fala sério... basta olhar pros lados!
Olha, se conselho fosse bom, não se dava, se vendia. Mas vou te dar um mesmo assim: pare de acreditar que é possível amar e ser feliz. Taí , duas coisas que não se misturam, não combinam. Seja esperto... e garanto que você vai terminar sozinho ou, claro, mal acompanhado por essas pessoas que não o entendem, e cheio de razão!

:: Rosana Braga ::

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O medo do compromisso


Somente através de decisões que você se torna mais e mais consciente, somente através de decisões você se torna mais e mais cristalizado, somente através de decisões você se torna perspicaz. Caso contrário se tornará estúpido.

As pessoas vão de um guru ao outro, de um mestre ao outro, de um templo a outro – não porque são grandes buscadores, mas porque são incapazes de decidir. Esta é a maneira deles de evitar o compromisso.
O mesmo acontece em outros relacionamentos humanos: um homem vai de uma mulher para outra, e continua trocando. As pessoas pensam que ele é um ótimo amante, mas ele está longe disso. Ele está evitando, ele está tentando evitar qualquer envolvimento profundo porque com o envolvimento profundo os problemas precisam ser encarados, e é preciso passar por muito sofrimento. Então a pessoa simplesmente prefere o seguro, faz com que essa seja uma área em que nunca irá muito profundamente com alguém. Se você se aprofunda demais pode não conseguir retornar tão facilmente. E se você for fundo com alguém, esse alguém também irá fundo com você, isso é sempre proporcional. Se eu for bem fundo em você a única maneira é permitir que você também se envolva com a mesma profundidade comigo. É um dar e receber, é um compartilhamento. Então um pode se envolver demais, e será difícil para escapar e o sofrimento pode ser grande.  Então as pessoas aprendem como se manter seguras: somente deixe a superfície ser encontrada – relacionamentos amorosos de “bater e correr”. Antes que seja pego, corra.
Isto é o que está acontecendo no mundo moderno. As pessoas se tornaram tão juvenis, tão infantis; estão perdendo toda a maturidade.
A maturidade vem somente quando você está preparado para encarar a dor do seu ser; a maturidade vem somente quando você está preparado para aceitar o desafio. E não existe um desafio maior do que o amor.
Viver feliz com outra pessoa é o maior desafio do mundo. É muito fácil viver serenamente sozinho, é muito difícil viver serenamente com outra pessoa, porque dois mundos se colidem, dois mundos se encontram… mundos totalmente diferentes. Como são atraídos um para o outro?  Porque são totalmente diferentes, praticamente opostos, pólos opostos.
É muito difícil ser sereno em um relacionamento, mas este é o desafio. Se você fugir disso, fugirá da maturidade. Se você entrar nisso com todo o sofrimento, e ainda assim continuar em frente, então aos poucos o sofrimento se torna uma bênção, a maldição se torna uma bênção.
Aos poucos, através do conflito, do atrito, surge a cristalização. Através da luta você se torna mais alerta, mais consciente.
O outro se torna um espelho para você.  Você consegue ver a sua feiúra no outro. O outro provoca o seu inconsciente, puxa-o para a superfície.
Você terá que conhecer todas as áreas escondidas do seu ser, e a melhor maneira é sendo espelhado, refletido, em um relacionamento.
Fácil, eu digo, porque não há outra maneira – porém isto é difícil. É difícil, árduo, porque você terá que mudar durante o processo.
Quando você vem a um Mestre um desafio ainda maior existe antes de você: você precisa decidir, e a decisão é pelo desconhecido, e a decisão precisa ser total e absoluta, irreversível. Não é uma brincadeira de criança; é um ponto sem retorno. Tanto conflito vem à tona. Mas não permaneça se modificando continuamente, porque esta é uma maneira de evitar a si mesmo. E você continuará fraco, continuará infantil. A maturidade não irá acontecer para você.
Somente o desconhecido deve ter interesse para você, porque isso é o que você ainda não viveu; você ainda não se movimentou neste território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer ali.
Sempre decida pelo desconhecido, independente do risco, e você crescerá continuamente.
Mas permaneça decidindo pelo conhecido e você irá se mover num círculo com o seu passado, de novo e de novo. Você irá continuar a se repetir, você se tornará um disco arranhado.
E decida. O quão antes você o fizer, melhor. Adiamentos são simplesmente estúpidos. Amanhã você também terá que decidir, então porque não hoje? Você pensa que amanhã será mais sábio do que hoje? Você pensa que amanhã será mais vivído do que hoje? Você pensa que amanhã será mais jovem e com mais vigor do que hoje?
Amanhã você será mais velho, a sua coragem será menor; amanhã você será mais experiente, sua astúcia será maior; amanhã a morte estará mais perto; você começará a ficar mais hesitante e com medo. Nunca adie para o amanhã. E quem sabe? O amanhã pode vir ou não. Se você precisa decidir, tem que decidir neste exato instante.

Osho!!!

Como saber se é amor?!?

Muitas vezes, quando começamos a nos relacionar, ou mesmo quando já estamos com uma pessoa há bastante tempo, nos pegamos com uma dúvida que parece colocar em cheque-mate toda a nossa disponibilidade interna de continuar esta relação. A grande dúvida é: será que é amor? Como saber?

Em primeiro lugar, creio que saber não seja o mais importante. Saber só nos serve para nomear os sentimentos, para tentar explicá-los... e nem sempre isso realmente acrescenta algo significativo para nós mesmos ou para o outro. Portanto, mais importante do que saber é sentir e agir. Ou seja, talvez você não saiba exatamente o que sente, mas sente e age de tal forma que fica satisfeito e satisfaz a pessoa que está com você. Pronto, isso basta!
Mas supondo que você não esteja satisfeito ou que seja importante para você ou para o seu companheiro compreender melhor o que você sente, então voltamos às questões: será que é amor? Como saber?

Não há uma fórmula pronta, onde você encaixa seus dados e chega a uma resposta conclusiva, do tipo sim ou não. Até porque, como sempre defendi, acredito no amor como um caminho para a evolução. Cada um de nós está num grau diferente de consciência e de percepção de si mesmo.

Se considerarmos que uma pessoa bastante evoluída ama sem possessividade, sem egoísmo, sem defesas, com compaixão, serenidade e maturidade, então, podemos tentar nos analisar antes de buscar a resposta definitiva sobre ser ou não ser amor o que estamos sentindo.

Um bom começo para esta análise é um autoquestionamento que passe pelas seguintes ordens: se você colocasse ao lado o amor que acha que sente, quanto você encontraria em si mesmo de carência, de solidão, de medo de não conseguir se relacionar com outra pessoa, de apego? Quanto existe em você de preguiça de começar de novo, de comodidade? Enfim, quanto existe de motivação para alimentar o que você sente?
Ou então, tente perceber o quanto tem investido nesta relação com o melhor que existe em você... Muitas pessoas ficam reservando o seu melhor para um momento mais apropriado ou para alguém que pareça merecer mais... Entretanto, dar o seu melhor deveria ser condição primária para viver qualquer relação, porque só assim os encontros podem valer a pena e podem fazer com que você se torne cada vez mais evoluído, mais disposto e disponível para o comprometimento que o amor pede.

Sugiro que você se ocupe mais em sentir e agir do que em saber se o que você sente é amor ou não. E se, por acaso, perceber que não sente e que, portanto, não tem agido, não tem dado o seu melhor, posicione-se. Fique ou vá embora, mas seja lá qual for a sua escolha, que você a faça com consciência.

Não importa o quão definitiva seja a sua decisão, porque nada é para sempre. Decida-se por hoje e você terá decidido pelo único momento que realmente existe e importa. E assim sucessivamente, lembre-se que a vida é uma constante escolha, a todo instante. Se você vai embora ou se você fica, que seja sempre por amor, tanto por si mesmo quanto pelo outro.

:: Rosana Braga :: 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

CURANDO RELACIONAMENTOS


1 - Escolho curar meu relacionamento *comigo mesmo* deixando que o hábito de julgar a mim mesmo se vá.

2 - Escolho unir-me aos outros, em vez de me separar deles, abandonando meus julgamentos sobre eles.

3 - Escolho rasgar todos os roteiros que escrevi para o modo como acho que as pessoas deveriam ser em minha vida.

4 - Escolho lembrar que o que realmente conta em meus relacionamentos não é *quanto* eu faço ou digo..., mas sim *com quanto amor* eu faço ou digo.

5 - As palavras que eu escolho em minhas comunicações sempre determinam se minha intenção é unir ou separar.

6 - Hoje, eu escolho lembrar-me de que realmente mereço o direito de ser feliz.

7 - Hoje, eu escolho desistir de me sentir uma vítima dos meus relacionamentos e assumirei a responsabilidade por minha vida.

8 - Sempre que ficar preso no passado ou no futuro, escolherei lembrar-me de que o amor só pode ser vivenciado no presente.

9 - Posso optar pelo amor em vez do medo, em todos os meus relacionamentos.
"O inimigo não está a nossa frente, mas dentro de nós.
Defesas refletem feridas.

Ataques são gritos por amor. Relacionamentos são uma oportunidades de saber quem somos".

Quando não estamos equilibrados emocionalmente, quando sofremos por nossos sentimentos, quando duvidamos da nossa capacidade de dar e receber amor, quando falta fé no Criador e no Mundo a nossa volta, quando nos esquecemos de ser criança, quando não temos tempo para nos divertir, corremos para a direção Sul e nos abrigamos em
Shawnodese...

Quando não estamos bem, por qualquer motivo, sentimos uma sombra escura, e somos arrastados à medos, depressões, desesperanças. Busca-se a felicidade, mas, para alguns, ela é sempre temporária, não dura.

As crises pessoais ocorrem quando percebemos a inutilidade de um velho padrão, mas continuamos insistentemente apegados a ele, porque nos é mais seguro e familiar.

Para isso precisamos de algo verdadeiro, simples e eficiente, para poder atravessar as águas das emoções que acompanham as transformações, e o crescimento que advém das crises pessoais.

Precisamos estar conscientes que na medida da expansão da consciência, velhas estruturas tendem a cair. O modo antigo vai se dissolvendo, tomamos medidas para entorpecer nosso sofrimento, criamos ilusões.

A raiva é a lembranças da dor passada e revisitada. A irritação produz uma substância que se espalha vagarosamente pelo nosso sistema nervoso, interrompe canais elétricos, contamina a aura.

O medo é a dor da lembranças projetada no futuro. Vivemos num mundo com um fluxo invisível de águas de sentimentos. E, as vezes somos inundados pelas ondas das experiências vividas no passado, e quem sabe em outras vidas.

Não há como evitar os sentimentos, somos seres humanos. Há como passar por eles e aprender com suas lições. Negar ou evitar os sentimentos, os intensifica, eles crescem e se tornam maiores na nossa vivência. Aceitar, é reafirmar que estamos prontos para acompanhar e transpor o sentimento de imediato, de maneira que podemos aprender, e crescer na jornada.

Praticar xamanismo é ir em busca da excelência espiritual, é enxergar a realidade existente por trás dos conceitos, é se harmonizar com as marés naturais da vida. É trilhar o Caminho Sagrado, atravessando os portais da mente, das emoções, do corpo e do espírito.

Só você pode transformar a sua vida. O poder de decisão é o poder pessoal que poderá fazer isto. O xamanismo pode mostrar como abrir canais para que você descubra quais são as transformações necessárias ao Seu Ser, para caminhar na beleza e amor na Roda da Vida, para você seguir o caminho do seu coração e tocar em sua própria verdade conscientemente.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ilusão...

Dizemos que alguém nos desilude….. mentira! Ninguém nos desilude! Assim como ninguém nos ilude! Somos nós que nos iludimos em relação a alguém, por isso também somos nós que nos desiludimos! Fomos nós que decidimos olhar para determinada pessoa daquela forma, e escolhemos ignorar tudo o que nos dizia que não era bem assim como nós víamos, como nós queríamos, como nós gostaríamos! E o problema está aí…. Iludimo-nos porque tudo aquilo que vemos é o que queremos ver, porque é tudo o que precisamos, o que desejamos! Entregamo-nos a essa ilusão, não ponderando, não pesando as consequências porque naquele momento é bom, é muito bom, e só aquele momento interessa, o depois não importa! Mas o depois é a desilusão… o ver tudo o que durante algum tempo não se quis ver… o ver o quanto fomos idiotas, o quanto nos deixámos levar… e isso… deixa-nos a sentir tão estúpidos… como fomos capazes de ser tão parvos?!
Mas… pensemos…. ainda que o depois seja carregado de sentimentos negativos…. não será bem pior evitar todos para não ter estes últimos? E evitando todos não se estará igualmente a sofrer?!
Já dizia Carlos Drummond de Andrande “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade. A dor é inevitável, o sofrimento opcional”... ao escolhermos não nos magoar estamos por si só a escolher sofrer, sofrer pela falta, pela falta do mau, mas também pela falta do bom, nunca arriscamos com medo de nos desiludir… e com isto iludimo-nos a nós próprios achando que assim não nos magoamos… desiludimo-nos quando percebemos que afinal sofremos também! A magia de não controlar tudo, de se deixar levar, de não pensar…. Faz falta! Por vezes corre mal… magoamo-nos…. mas… se não tentarmos… também não saberemos se poderia ter corrido bem!
E quem nos engana? Quem deliberadamente abusa da nossa confiança e nos engana descaradamente, premeditadamente…?! Tristes desses que afinal não eram o que pareciam ser, o que queriam parecer ser, tristes dos que fingem ser o que não são, os que fingem sentimentos… no fundo são eles que são uma farsa, e somos nós que sempre fomos autênticos… nós que vivemos, acreditámos, sofremos, nos entregámos, que fomos verdadeiros em todos os momentos…. Já os que fingem…. São apenas amostras do que poderiam ser se não fingissem….!
Mais do que não serem honestos com os demais…. Não são honestos com eles próprios! E sabem disso! Que triste….

domingo, 15 de abril de 2012

A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafetos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente, pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

Charles Chaplin